África

  27/11
 

Foi por acreditar que histórias inspiradoras precisam ser compartilhadas que foi criada a parte de voluntariado do Next Stop. E a entrevista de hoje é exatamente isso: uma história muito bacana de alguém que foi parar numa cidadezinha do litoral da África do Sul. Adriana Gaspary foi voluntária com crianças numa escola no meio de uma reserva ambiental. Confira!

Chintsa

País e cidade que morou: Chintsa, África do Sul.

Qual foi a documentação exigida? Passaporte e carteira de vacinação internacional (é obrigatória a vacina da febre amarela). Não é preciso visto para brasileiros.

Quanto tempo ficou? Cerca de 15 dias.

Que idade tinha? 18 anos.

Qual época do ano foi? De 22 de fevereiro à 09 de março de 2015.

Viajou sozinha? Sim, mas no grupo de voluntárias tínhamos duas inglesas e três alemãs, além de uma inglesa e uma americana em outro projeto da organização.

Como organizou a viagem? Fiz contato com a organização através da CI (Central de Intercâmbio), que fez o intermédio com a VA32. Tive que fazer uma prova de inglês escrita e oral para comprovar domínio da língua e foi feita a requisição para a organização. Em alguns dias recebi a resposta e precisei providenciar as vacinas, o seguro de saúde, passagens e rands (moeda do país), que é mais difícil de encontrar em câmbios.

Que tipo de hospedagem utilizou? Fiquei em uma casa era dividida entre os voluntários, com quartos de 2 ou 3 pessoas.

Como era a alimentação? O café da manhã e o almoço eram por nossa conta, mas tínhamos uma moça que cuidava da casa e deixava janta pronta, geralmente algo típico e caseiro. Havia apenas um mercadinho bem pequeno, o mercado maior ficava em uma cidade vizinha na qual íamos uma vez por semana. No mais, a cidade possuía apenas um restaurante, que servia pizzas e petiscos.

Por que escolheu esse destino? A África sempre foi um sonho, então minha única certeza era que eu precisava ir para um país africano. A África do Sul foi a escolha mais prática, e Chintsa foi escolhida por ser uma cidade bem pequena e desconhecida, que me chamou muito a atenção na hora que pesquisei.

Qual o objetivo da viagem? Trabalhar com crianças, conhecer pessoas novas e me conhecer melhor como pessoa.

Onde trabalhou? Em uma pré-escola rural chamada Bulugha Farm School, localizada no meio de uma reserva ambiental, com ocasionais visitas de girafas junto da grade.

Como foi o trabalho voluntário? Eu chegava na escola por volta das 8h30 e ajudava a preparar e servir o café da manhã para as crianças; depois ia com elas para a sala de aula e passava a manhã auxiliando a professora a preparar atividades e brincadeiras com os alunos. Em alguns dias levava elas para dançar no pátio. Depois da aula eu tinha cerca de 1h livre com elas e ficávamos correndo pela escola. Às tardes são realizadas atividades variadas, como esporte, clube de teatro e visitas ao abrigo local, Greensleaves, onde fazíamos atividades e brincadeiras com as crianças.

CHINTSA 3 - VLIFESTYLE - NEXT STOP

O que mais marcou durante esse trabalho? Além das crianças, as pessoas incríveis que eu pude conhecer, tanto do meu projeto quanto de outros que ficavam em casas próximas, os mochileiros e cidadãos locais.

E como foi o relacionamento com as pessoas locais? Os sul-africanos são incrivelmente simpáticos e receptivos, então fui muito bem recebida. Como a maioria fala inglês, não tive tantos problemas com o idioma local, mas fiz questão de aprender um basicão de Xhosa para poder me comunicar melhor.

O que mais gostou durante a viagem? Com certeza o trabalho com as crianças, tanto as da escola quanto as do abrigo, que são muito carinhosas e receptivas. Me apaixonei pela comida e pela praia também, mas nada se compara à relação com as crianças.

chintsa - vlifestyle

O que menos gostou? Ter que voltar para o Brasil!

O que surpreendeu? Os macacos que invadiram a casa quando esqueci a janela aberta e roubaram comida!

O que decepcionou? Não ter tido a possibilidade de passar mais tempo no projeto.

Lugares um turista tem que visitar? A cidade é muito pequena e eu acabei não conseguindo fazer muitos programas turísticos devido ao tempo, então minhas sugestões são bem locais.

– A praia de Chintsa East, que é lindíssima.

– Buccaneers’ Backpackers – Local de hospedagem para turistas e mochileiros com uma vista incrível para a praia, onde passamos os finais de semana. É o melhor lugar para conhecer pessoas sensacionais de várias partes do mundo, com um bar que funciona (e lota) todos os dias da semana.

-The Barefoot Cafe – Praticamente o único restaurante da cidade, foi lá que comi a melhor pizza da minha vida, chamada The Nigel.

Quanto gastou? Entre 7 e 8 mil, incluindo os gastos de lá

Voltaria? Com toda a certeza do mundo, sim!







  04/11
 

“Fui para Marrocos em junho de 2010, com 23 anos recém feitos, e passei uns 5 dias, mais ou menos. Estava estudando jornalismo em Múrcia, na Espanha, por seis meses através do Programa de Mobilidade Acadêmica promovido pela PUCRS. Já havia feito inúmeras viagens pela Europa no tempo em que fui intercambista, até porque tem que aproveitar quando se mora por lá – e tem visto de estudante!

Marrocos 13

Muitos dos meus amigos intercambistas já tinham ido pra Marrakesh, até porque é perto da Espanha e não exigiam documentos além do passaporte com o visto de estudante. Lá também é fácil de ir porque se fala muitas línguas fluentemente: espanhol, árabe, inglês e francês. Então, decidi que minha última viagem antes de voltar para o Brasil (minha volta estava programada para dia 24/06), seria ir para o Marrocos. Eu sempre fui apaixonada pelo mundo árabe (inclusive tenho uma tatuagem em árabe no antebraço, que significa “a libertada”), e achei que seria uma ótima despedida do meu intercâmbio.

Eu e uma amiga minha, que também era intercambista e estava morando comigo, decidimos ir pra lá tão logo quando voltássemos do leste Europeu. Foi uma loucura, porque voltamos da Polônia e só tivemos tempos de trocar as roupas da mala, lavar outras roupas sujas, dormir um pouco e voltar para o aeroporto, hahaha! Nisso, a Tay chamou dois amigos mexicanos para ir conosco: Fernando Zambada e Ivan Félix. Eu os conhecia das festas, mas foi uma ótima oportunidade de conhecê-los melhor.

Os meninos tiveram um papel importante nessa viagem, pois muitas vezes ouvimos que o melhor a se fazer era ir para Marrakesh acompanhada de homens– por questão de segurança. 

Como todo Erasmus (como é chamado o programa de intercâmbio na Europa), as viagens são sempre limitadas em quesito financeiro. Compramos nossas passagens pela RyanAir, conhecida por oferecer passagens muito baratas – mas com o contraponto de apenas podermos levar uma bagagem de mão contendo 10kgs. Isso sempre torna a viagem desafiadora e até mesmo engraçada, porque perdi o número de quantas vezes tive de vestir várias camadas de roupa para aliviar o peso da mala!

O voo foi rápido, acho que umas 3 horas apenas. O interessante é que Marrakesh tem o aeroporto mais bonito que eu já vi em questão de design e estrutura, e não podíamos tirar fotografias lá, pois a fotografia na religião deles é considerada como um ato que “rouba” a alma do indivíduo. Não sei se era apenas um boato, mas não quisemos arriscar, visto que um policial repreendeu uma conhecida nossa quando ela fotografou o aeroporto.

Enfim, pegamos um ônibus que saía do aeroporto e nos levava ao centro da cidade. Pudemos ver as paisagens nesse meio tempo, o que foi demais! Incrível como tudo tinha a mesma cor nas construções: aquele rosa, meio terroso. Além disso, as estruturas tão clássicas dom mundo muçulmano contrastavam com parte da cidade moderna: de um lado, prédios de argila e do outro, um KFC.

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Como os meninos mexicanos estavam bastante informados sobre Marrakesh, eles garantiram que chegaríamos lá e encontraríamos uma hospedaria. Devo dizer que foi bastante arriscado o que fizemos, mas tivemos a sorte de encontrarmos um marroquino que era guia e trabalhava de forma freelancer na praça central onde descemos do ônibus. Ele falava todas as línguas, mas em espanhol o que ele mais sabia dizer era “confianza” e “muy barato”! Ele nos levou para uma hospedaria bem simples, mas que tinha o que precisávamos: camas limpinhas e banheiros, afinal de contas. Largamos nossas malas e saímos pra buscar uma agência de viagens pra fazer o principal passeio planejado: acampar no Saara.

Caminhamos um pouco com o nosso guia particular enquanto ele mostrava a cidade e nos mostrava algumas agências para pesquisarmos valores. No final das contas, fechamos o pacote com um grupo que cobrou 50 euros por pessoa por toda a viagem e alimentação – mas lembrando: TUDO pode ser negociado em Marrocos! Na verdade os valores não mudavam muito de agência pra outra, mas os rapazes foram tão simpáticos conosco que fechamos o negócio. Sairíamos as 8 da manhã do dia seguinte em um ponto de encontro na Medina (que é um centro comercial principal da cidade).

Depois disso, fomos almoçar. O restaurante tinha construção muito tradicional, cheia de arcos e com um jardim a céu aberto no centro com uma fonte – era de cinema! Podíamos escolher a mesa, então optamos por uma que estava em torno de lenços, véus e almofadas muito características do país. Lembro que comemos cuscuz com frango (nunca havia experimentado – e era ÓTIMO), havia muita salada de tomate com azeitonas e muitos grãos. Mas o que me chamou mais a atenção foram as frutas de sobremesa: simplesmente as frutas mais deliciosas e doces que alguém pode provar: melão, melancia, abacaxi. E além disso, o clássico chá de menta marroquino (tradicional maneira de dizer que você é bem-vindo!).

Falando do passeio que resultaria no acampamento, saímos de um café na Medina em uma van com outros viajantes de várias partes do mundo. O café estava incluso no pacote, a propósito. Havia duas opções de café da manhã: torradas ou omelete. Ambos pareciam ótimos, mas sempre recomendo comer torradas por ser um alimento mais leve quando vai se viajar de carro/van/ônibus/etc. A van percorre a cordilheira dos Atlas e que tem MUITAS curvas durante o caminho. Outra recomendação é algum remédio para enjoos, pois não é incomum os viajantes sentirem desconfortos.

Marrocos 2

Durante o caminho, que durou cerca de umas 8 horas, paramos algumas vezes pela cordilheira para tirarmos fotos, algumas vezes parávamos em pequenas vendas para comprar água e esticar as pernas. Uma das pausas mais memoráveis foi em uma vila da Kasbah (aquelas construções de argila seca que sempre vemos nos filmes). Lá havia um pequeno comércio de tecidos e restaurantes. Em outra pausa, passada do meio-dia, almoçamos cuscuz (de novo, porque é a comida típica para apresentar a estrangeiros) e seguimos para o último destino antes de ingressarmos no deserto propriamente dito: os camelos.

Marrocos 9

A van nos deixou em uma loja que vendia tecidos para enrolarmos nossas cabeças para protegermos nossos narizes da areia e vento (e, acredite, você precisa fazer isso), e nos abastecermos de água – afinal, dali por diante seria um caminho no deserto: logo, sem água por perto para vender.

água no kasbah

Nosso grupo subiu nos camelos e andou por uma hora e meia no Saara, até chegar próximo da Argélia. Nesse meio tempo, vimos o sol se por numa imensidão de areia. É difícil descrever sensação parecida.  Andar de camelo não é confortável. Mas foi uma experiência única.

Já era noite quando chegamos a um aglomerado de tendas pretas, com uma maior ao centro. Na tenda maior era o salão onde comíamos e tivemos uma divertida apresentação de danças e cantos árabes. Nas menores, nos dividíamos em grupo para dormir. Quem ainda estava extasiado com a viagem (como eu e meus amigos), deitavam em dunas próximas às barracas. Os marroquinos enquanto conversavam conosco, tapavam nossos pés e mãos com a areia ainda quente do dia enquanto víamos inúmeras estrelas cadentes (e eram muitas mesmo!) e, pelas 3 da manhã, estrelas vermelhas. Inesquecível.

Dia seguinte tomamos café da manhã, montamos nos nossos camelos (o meu eu lembro que era muito gordo, que amor), e voltamos para encontrarmos nossa van e voltar para Marrakesh. A viagem entre ida a volta ao deserto durou cerca de 3 dias.

Quando voltamos para Marrakesh, decidimos ir às compras. Fomos ao centro comercial (Medina) que é uma praça muito extensa com as tendas de comércio em volta e muitos becos em torno com mais comércio e restaurantes. Descobrimos que lá o pessoal simplesmente AMA brasileiros. Basta falar que é do Brasil que eles se empolgam e falam muito de futebol.  Achei lá a perdição das compras, porque tudo é muito bonito e diferente. Muitos adereços de metal, muitos lenços com estampas lindas. Eu, que adoro a cultura árabe e muçulmana, fiquei encantada e queria levar tudo. Eu sugiro sempre pechinchar – e fiz muito. Eles são negociadores natos e inclusive são capazes de trocar mercadorias com alguma coisa que tu tenha que eles gostem. Por exemplo, eu estava com um relógio muito colorido e vários deles queriam trocar por alguma mercadoria. No meu caso, eu não troquei porque tinha sido um presente da minha mãe, mas se eu soubesse, teria levado várias coisas pra trocar lá. Outra coisa que eles queriam muito era uma camiseta de futebol do Brasil!

No entanto, lá é bom ter cuidado com detalhes. Sendo um povo pobre e que dependem do dinheiro do turismo, alguns acabam te persuadindo a pagar por serviços, como fotos com macacos no teu ombro ou tatuagem de hena. Algumas senhoras me assustaram, pois praticamente me obrigavam a fazer uma tatuagem de hena, hehehe.

Saindo da Medina acho que passei pela situação mais esquisita da minha vida: um jovem marroquino chegou para os meus amigos mexicanos (talvez tenham achado que fossem meus parentes) e disse que queria “me comprar” por 200 camelos. Não foi agressivo, muito pelo contrário. Era um rapaz simpático e foi muito delicado na conversa, mas admito que na hora fiquei apreensiva! No final das contas, levei como um elogio, mesmo.

Acho que o que eu mais gostei da viagem pra lá foram as pessoas. É um povo extremamente simples, mas talvez os mais receptivos que eu já tenha tido contato. E, talvez por ter estado em um lugar com uma cultura e religião totalmente fora do padrão ocidental é que tenha feito essa uma viagem inesquecível. Eu particularmente os acho um povo incrível.

Também pelo fato de eu estar convivendo há meses com culturas diferentes e fora do meu país de origem tenha sido tranquilo em estar em um ambiente “incomum” pra mim.

Recomendo que façam essa viagem ao Saara para acampar. Pode ser difícil e cansativo até lá, mas as paisagens, nascer e o por do sol entre as dunas, as estrelas cadentes, saber em que está no maior deserto quente do mundo… É algo que não tem preço.

Quanto a mim, eu voltaria com certeza – e tomaria muito mais chá de menta, porque aquilo não tem igual!”

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  30/09
 

O “Next Stop” de hoje está pra lá de especial. A entrevistada da semana é uma publicitária que foi para a África do Sul fazer trabalho voluntário com animais. Sensacional, né? A Camy Schultz ainda deu várias dicas de passeios que deixam qualquer um louco para comprar as passagens e embarcar para a África agora!

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País: África do Sul.

Cidades que morou: Cape Town e Joanesburgo.

Documentação exigida: Passaporte para entrar no país e carta de intenções para os trabalhos voluntários.

Quanto tempo ficou: 2 meses.

Qual idade tinha: 22, fiz 23 lá.

Qual época do ano foi: No verão, fui em fevereiro e voltei em abril.

Viajou em grupo ou sozinha: Sozinha.

Qual o objetivo da viagem: Trabalho voluntário e conhecer lugares novos.

Por que escolheu esse destino: Comecei a viajar quando eu era nova e desde então não consigo mais parar. Estou sempre em busca de lugares novos onde eu possa interagir com outras culturas e realidades. Quanto me formei em Publicidade e Propaganda percebi que não estava realizada e achei que participar de um trabalho voluntário seria algo que fosse me deixar mais feliz. Optei então em ir para a África do Sul devido a abundância de instituições e organizações que precisam de voluntários.

Onde trabalhou: Em Cape Town trabalhei em um centro de reabilitação de pinguins e aves marinhas (SANCCOB), já em Joanesburgo trabalhei em um parque de leões (Lion Park).

Como foi o trabalho voluntário: No SANCCOB, que foi onde trabalhei a maior parte do tempo (1 mês e meio), minha tarefa era reabilitar pinguins e aves marinhas. Falando por cima parece tudo muito fofo e lindo, e é. Foi a melhor experiência da minha vida, e se eu ganhasse dinheiro para sobreviver fazendo isso estaria lá até hoje. Mas é um trabalho superpesado, que exige agilidade e bastante esforço físico. Eu trabalhava de 9 a 10 horas por dia, e na maioria das vezes trabalhava no final de semana e tinha dois dias de folga por semana (às vezes juntos, às vezes separados). Além de alimentar, entubar e dar medicações para os pinguins e aves marinhas que são tarefas que devem ser realizadas pontualmente todos os dias, fazia parte da minha rotina cortar peixe, lavar toalhas e carpetes sujos de fezes dos animais, carregar e lavar gaiolas de plástico, esfregar o chão, fazer relatórios das aves dentre diversas outras tarefas que iam aparecendo, como por exemplo, cortar galhos das árvores e desentupir ralos. Não é nada fácil pois o centro de reabilitação vive de doações, assim não pode ter muitos funcionários pagos e depende de voluntários locais e internacionais. Mas é um trabalho muito recompensador, a sensação de ver um pinguim que estava a beira da morte correr em direção ao mar outra vez é algo que não se pode explicar com palavras.

No Lion Park, onde fiquei apenas 2 semanas, a coisa era bem diferente. Era um parque, cheio de funcionários e muitos turistas. Se eles dependem de voluntários? Sinceramente, não. Ser voluntário no Lion Park é mais diversão do que trabalho. É passar o dia brincando com filhotes de leões e conhecendo pessoas novas. Claro que tem algumas tarefas, mas são simples e tomam pouco tempo do dia. O ambiente é muito agradável e os funcionários são super amigáveis. Diferentemente do SANCCOB, onde todo mundo corria cheio de tarefas urgentes para tudo quanto é lado, no Lion Park tem tempo de sobra pra interagir com as pessoas ao redor e com os animais. Porém, para mim não foi tão gratificante e eu me senti mais de férias do que trabalhando, o que às vezes é bom também.

Como organizou a viagem: Organizei através da agência CI. Eles contatam com organizações da África do Sul de trabalhos voluntários.

Que tipo de hospedagem utilizou: Como era trabalho voluntário, não tinha muita escolha. Em Cape Town fiquei na casa de uma voluntária local do mesmo projeto. Eu tinha um quarto só meu e no quarto do lado tinha um outro brasileiro que também era voluntário. Em Joanesburgo, como o parque fica longe da cidade, eles tem um alojamento para os voluntários, que consiste em cabanas de até 4 pessoas.

Como era a alimentação: Nunca comi tão bem na minha vida. Eles usam muitos temperos e pimentas e eu ,como adoro comidas fortes, descobri na África do Sul um paraíso gastronômico. Eu também não como carne, e opções de comidas vegetarianas é o que não falta.

Como foi o relacionamento com as pessoas locais: As pessoas locais são muito amáveis e amigáveis. Estão sempre prontas pra te ajudar, mesmo alguns não falando muito bem inglês.

O que mais gostou: Cape Town, na minha opinião, é a cidade dos sonhos. As praias são lindas, a diversidade cultural, o clima, a comida e os pinguins (é claro) têm meu coração.

O que menos gostou: A cidade de Joanesburgo, apesar de eu não ter explorado muito, deixou um pouco a desejar.

O que surpreendeu: Como tudo é barato.

O que decepcionou: Ter que ir embora! Haha

Lugares um turista tem que visitar: Boulders Beach, Table Mountain, Old Biscuit Mill, Long Street, Tour pelas vinícolas, Pular de Paraglider

Boulders Beach: Uma praia que é o paraíso dos pinguins africanos. Indo lá é garantido ver centenas deles na areia pegando um sol e cuidando de seus filhotes e ovos.

Table Mountain: A principal montanha de Cape Town. Dá pra subir a pé ou de bondinho. Escolha um dia em que não tenha muitas nuvens, nem muito vento, para ter uma vista incrível de toda cidade.

Old Biscuit Mill: Meu lugar preferido! É uma feira de rua que acontece todo sábado. Sempre rola música ao vivo de artistas independentes e um fantástico mercado de comida de rua que só vendo para acreditar.

Long Street: Principal rua de Cape Town. É nela que a vida noturna acontece. Muitos bares e restaurantes africanos. Durante o dia pode-se encontrar feirinhas e lojas de artesanato africano.

Tour pelas vinícolas: A África do Sul é conhecida por ter vinhos excelentes. E eu posso garantir que tem! Haha Fiz um tour por algumas vinícolas que além de lindas têm vinhos maravilhosos. Vale a pena ir com um tour ou alugar um motorista, pois ficar bêbado é garantido.

Pular de Paraglider: Os aventureiros e corajosos não podem perder essa oportunidade. A vista é incrível! Escolha um dia bonito e sem muito vento.

Quanto gastou: Em média 20 mil reais, fora comprinhas extras.

Voltaria: Sempre!

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