América Latina

  22/09
 

A estudante de Psicologia Janaína Steiger não fez apenas um intercâmbio cultural. A jovem de 19 anos foi voluntária no Chile, onde trabalhou com crianças carentes. Além de praticar o bem de coração aberto, ela conheceu inúmeros lugares incríveis que somente esse país latino poderia oferecer. Também ficou curiosa com essa história linda de viver? Dá uma lida na entrevista logo abaixo. E não deixe de babar com as belíssimas imagens na galeria.

Next Stop Chile - VLIFESTYLE

País e cidade que morou: Concepción, Chile

Qual foi a documentação exigida? Para entrar no Chile não é necessário passaporte nem visto, só a identidade.

Quanto tempo ficou? 50 dias, 45 deles trabalhando.

Que idade tinha? 18 anos.

Qual época do ano foi? Verão, de 8 de Janeiro a 23 de fevereiro.

Viajou em grupo ou sozinha? Viajei sozinha, mas trabalhei num grupo composto de 11 brasileiros e 1 argentina.

Grupo na Playa Bella Vista - Chile - VLIFESTYLE

Como organizou a viagem? Viajei por uma ONG que realiza intercâmbios profissionais e sociais, chamada AIESEC. Eles organizam algumas palestras para divulgar, onde ex-intercambistas contam um pouco de suas experiências. Eu já conhecia e tinha vontade de participar, mas foi durante um desses eventos, em abril de 2014, que tive certeza que eu precisava vivenciar aquilo também. Assim, em maio paguei a taxa de inscrição, que me dava acesso ao sistema de projetos disponíveis. Como minha idéia era viajar nas férias de verão, não me preocupei muito com isso, às vezes dava uma olhada nas vagas que abriam, mas nada muito concreto. Fui adiando, adiando e quase desisti, até que novembro chegou e eu tive que tomar uma atitude, marquei uma entrevista por Skype com a AIESEC do Chile e no mesmo dia fui aceita e comuniquei aos meus pais: “Vou pro Chile em janeiro”. A partir de então (final de Novembro), comecei a providenciar passagens, seguro-saúde e cartão internacional. Foi tudo muito no impulso, uma viagem nada convencional, a mais longa que já fiz e primeira completamente sozinha. Hoje sei que, se tivesse pensado muito, não teria ido. Não pensei, só fui. Ainda bem!

Que tipo de hospedagem utilizou? Casa de família. Morei em duas casas diferentes, 3 semanas em cada, experiências bem diferentes e incríveis. Ambas as famílias eram voluntárias.

Como era a alimentação? Muito boa, as comidas não são muito diferentes daqui. O que estranhei mais foram os hábitos alimentares, por exemplo, comer pão em todas as refeições do dia (o Chile é um grande produtor de pão e possui uma variedade enorme deles! – até o almoço costuma ser acompanhado por um pedaço de pão), e “tomar once”, ou seja, substituir o jantar por chá e pão. Além disso, as comidas e bebidas típicas são diferentes e muito boas, a maioria leva milho, que é outra coisa que os chilenos gostam muito, e eu, por sorte, também.

Por que escolheu esse destino? A minha idéia inicial era ir pro Leste Europeu, mas por motivos de distância, preço das passagens e tempo de planejamento, comecei a pensar em algum país mais perto, na América do Sul. Confesso que nunca tive interesse especial em ir pro Chile, então costumo dizer que não fui eu quem escolhi o Chile, mas o Chile que me escolheu, porque foi um pouco na sorte e impulso, como comentei antes. Fui descobrindo aos poucos quão incrível é esse país, um pouco nas pesquisas que fiz antes de ir, mas principalmente quando já tava lá.

Qual o objetivo da viagem? Fazer alguma coisa além do turismo, em que eu pudesse, também, ajudar outras pessoas e ganhar experiência. Digamos que “unir o útil ao agradável”.

Onde trabalhou? Trabalhei em dois lugares diferentes. Numa ONG chamada TECHO, que existe em vários países, inclusive aqui no Brasil, promovendo ações sociais nas áreas de educação, trabalho, construção de moradias, entre outros. Nas últimas duas semanas trabalhei, também, noutra ONG, chamada La Protectora, uma espécie de abrigo para crianças afastadas dos pais.

CHILE - VLIFESTYLE

Como foi o trabalho voluntário? O trabalho no TECHO era feito em comunidades periféricas e em situação de pobreza, chamadas pelos chilenos de “campamentos”, o que no Brasil seriam as favelas. Envolvia duas atividades, uma delas consistia em entrevistar moradores desses locais, aplicando um questionário sobre a situação de trabalho deles, a maioria desempregado, a fim de identificar suas necessidades e promover cursos de capacitação de acordo com elas. A outra tarefa era voltada pras crianças dessas comunidades, com quem desenvolvíamos brincadeiras, atividades recreativas e culturais, mostrando um pouco do Brasil.

Na ONG La Protectora, o trabalho foi mais intenso e desafiador, as crianças criavam um vínculo muito forte, porque tinham uma carência muito grande de carinho e atenção. Foi lindo, apesar de bem difícil. Com eles desenvolvemos atividades mais lúdicas, como dança, desenho, colagem e pintura de rosto.

Chile - VLIFESTYLE - VOLUNTARIADO

O que mais marcou durante esse trabalho? Tanta coisa.. Acho que foi a experiência em si, o desafio, a novidade, aprender a ficar sozinha e com isso, conhecer mais sobre mim mesma.

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Muito tranquilo. Os chilenos são super receptivos, dispostos a ajudar e interessados sobre o Brasil. As famílias com quem vivi foram maravilhosas e criei uma amizade muito especial com a minha segunda “hermana”, com quem mantenho contato direto até hoje.

O que mais gostou? Gostei de trabalhar no grupo. Éramos 12, uma argentina e 11 brasileiros, de vários cantos do Brasil, uma diversidade linda em todos os sentidos. Cada pessoa com um sotaque, cultura, mania, jeitinho, mas compartilhando daquela mesma vivência e passando pelos mesmos perrengues.

O que menos gostou? De ter que ir embora! Heheh

O que surpreendeu? As belezas do Chile, pra todos os gostos, estações e possibilidades financeiras.. Seja perto ou longe, calor ou frio, praia ou neve, montanha, lago, vulcão…

O que decepcionou? O clima heheh sou muito friorenta e o tempo lá é bem instável, tarde quente e manhã e noite frias.

Lugares que um turista tem que visitar? Em Concepción (cidade universitária que não costuma estar nos roteiros turísticos) – Laguna de San Pedro, Cerro Caracol, parque Ecuador.

Pucón (cidade muito turísticas mais ao sul, região dos lagos) – vulcão Villarica, ojos de Caburga, termas

Chillán (não tão turística, mais perto de Concepción) – Laguna Del Huemul (!!)

Clássico trio turístico: Santiago (capital, mais histórico), Vinã del Mar (cidade toda florida e com praia) e Valparaíso (cidade cheia de morros cobertos por casinhas antigas, coloridas e adoráveis, com verdadeiras obras de arte urbanas nas paredes, apesar de pecar em conservação).

Quanto gastou? Em média 5 mil reais.

Voltaria? Sim, sim, sim!!

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  02/12
 

Sem dúvidas, um dos países da América do Sul com a história mais atraente é o Peru. Berço do Império Inca, o território peruano faz divisa com Brasil, Equador, Colômbia, Bolívia e Oceano Pacífico e possui um dos destinos mais procurados por turistas aventureiros: Machu Picchu, antiga cidade Inca no meio nos Andes.

Segundo historiados, o fim dessa civilização se deve à chegada da varíola, doença infecto-contagiosa classificada como uma das mais devastadores da história da humanidade e que foi considerada erradicada em 1980 pela OMS. O vírus teria gerado uma mortandade generalizada e sucessivos conflitos entre os Incas, que logo foram conquistados pelos espanhóis.

Agora que você já sabe um pouquinho sobre o povo Inca, confira a entrevista com a relações-públicas Luiza Guedes que já visitou o local.

Peru - VLIFESTYLE

País: Peru

Cidades: Lima, Cusco, Machu Pichu, Aguas Calientes, Puno, Uros, Taquile

Quanto tempo ficou: 10 dias

Qual época do ano foi: Julho

Que idade tinha: 18

Qual objetivo da viagem e por que escolheu esse destino: Era um antigo sonho do meu pai, conhecer  essa cultura originária da América, anterior ao descobrimento. O objetivo principal foi percorrer a Trilha Inca até a cidade de Machu Picchu.

Quais são os documentos necessários: Passaporte e carteira de vacinação internacional. (Na época, exigiam contra febre  amarela).

Quanto gastou em média: 5 mil reais por pessoa

Viajou sozinha ou em grupo? Eu e minha família (pai, mãe e irmã).

Peru 6

Que tipo de hospedagem utilizou e como foi? Hotéis 3 estrelas (e excelentes!)

Como foi a alimentação? Que tipo de lugares foi para comer? Dê dicas: Saladas, carnes e peixes deliciosos. Usam  quinoa em tudo. O pão é diferente e os doces são também, tudo muito peculiar. Há grande oferta de restaurantes. Prefira os mais  caros porque são mais limpos. Não aconselho comer na rua porque a higiene é péssima.

Como organizou a viagem: Através de uma agência que providenciou tudo (pagamentos, boletos, contato e suporte junto  a  outras agências no Peru).

O que mais gostou: Ah, difícil responder. A cada instante mais e mais beleza, história, cultura. A  possibilidade  de  cruzar  a  pé os caminhos dos antigos povos, caminhos milenares  e tudo o que  se encontra  no  percurso: sítios arqueológicos, mirantes  incríveis,  paisagens espetaculares,  as  pessoas, as roupas,  as lhamas , alpacas, burrinhos,  Machu Picchu  é um sonho palpável. A cidade de Cusco é um museu a céu  aberto! Muita  arte e conhecimento e o artesanato lindíssimo e barato. Em Lima é muito legal ver  o oceano Pacífico e a altura do barranco. Mas acredito que o que mais gostei foi estar na cidade de Machu Picchu e compartilhar esse momento inesquecível junto a minha família!

O que menos gostou: O desgaste  da caminhada, mas vale cada passo.

Como foi o contato com a cultura local? Para mim foi muito interessante, pois a cultura é totalmente diferente da nossa. Tanto as pessoas, quanto a própria cidade histórica e os espaços culturais. Foi muito incrível conhecer a cultura Inca!

Um lugar que todo turista tem que visitar: Além de Cusco e Machu Picchu, naturalmente as ilhas flutuantes do Lago Titicaca.

Algum lugar te decepcionou? Sim, as piscinas em Aguas Calientes. Acho que escolhemos a mais suja (ao menos a água era quente). Não havia ducha e tivemos que voltar para Cusco (5 horas de trem) sem banho. Não gostei!

Voltaria? Não. Tenho muitos outros destinos.

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