dica cultural

  08/09
 

O texto de hoje é pra lá de especial e por vários motivos. A Itália é um dos destinos mais unanimes do mundo, seja pela cultura, pela culinária ou pelas belas paisagens. E Roma foi escolhida pela jornalista Tyssi Vidaletti para viver. Gaúcha, a jovem divide agora um pouca das suas experiências em terras italianas. Como dicas não faltam, semana que vem ela volta ao VL e fala sobre turismo, comida e relacionamento com os romanos. Espero que gostem tanto quanto eu!

NEXT STOP ROMA - VLIFESTYLE

“Roma fu fatta um po’ pè vorta”, (Roma foi feita um pouco de cada vez) diz o ditado romano, e essa é a magia da capital italiana. A cidade que, de acordo com estudiosos, foi fundada em 753. a.C, foi a primeira grande metrópole do mundo. Desde então se mantém e se modifica constantemente. Caminhar pelas ruas é esbarrar em pedras, ruínas, pinturas e esculturas de todas as datas que se possa cogitar. É admirar arquiteturas e ficar sem ar ao pensar no tempo que estão ali. É a mescla do Império Romano, com o medieval, a chegada do Renascimento (que desceu de Florença), mais tarde a Revolução Industrial e a Segunda Guerra, com traços fortes do Mussolini e do regime fascista. E escrever isso parece tão redundante após dizer: ROMA.

Não é a primeira vez que venho à Itália, mas é a primeira vez que moro em Roma. E pensei escrever sobre a Itália num todo, mas para quem escreve sem pensar muito, fica impossível, são tópicos infinitos. Estou em Roma há 10 meses. A escolha foi bem simples, já tinha conhecido superficialmente, é a capital, é apaixonante, é milenar, é grande, é histórica, é cultural, é caótica, é antiga… Voltando, vim para estudar e por outros mil motivos subjetivos. A escolha pela Itália estava sacramentada, já sabia a língua e, por lógica, morar na capital quase sempre parece uma ótima ideia.

A CHEGADA

Falei com uma amiga que morou comigo em Torino, ela me passou o contato de um romano, amigo dela, ele me passou um grupo no facebook. Nesse grupo achei um quarto para alugar por um mês, em um apartamento dividido com duas meninas italianas. Foi fácil. Do aeroporto tem vários ônibus que deixam no Termini (estação ferroviária central de Roma). Tem dois aeroportos: Fiumicino: 35km do centro – o maior e intercontinental, digamos… e o Ciampino responsável por voos lowcost dentro da Europa, 17km do centro.

Vim com a minha gata, a Nina, isso fez com que a minha busca por apartamento dificultasse um pouco, mas ainda bem que achei uma menina bem doce em relação aos animais e não houve problema. Este primeiro mês de apartamento era para que eu resolvesse burocracias da faculdade e procurasse um kitinete (monolocale, em Italiano) para morar com o namorado que chegaria um mês depois. E todas as metas foram cumpridas dentro deste mês.

‘ROMAs’

Acredito que todas as cidades “famosas” do mundo se ‘separem’ em duas: a turística e a habitada, com Roma não é diferente. A Roma turística é aquela que não preciso repetir, e logo colocarei algumas dicas. A habitada é um pouco diferente: achamos que o Brasil é burocrático? O Brasil foi um aluno muito mal aplicado na matéria burocracia. A Itália é PhD master blaster da burocracia, eu diria que é tanta que, as vezes, para não ter um treco eu dou risada. Um exemplo simples: aqui tudo é baseado na tua residência, ok, no Brasil também temos que comprovar, mas aqui, fica registrado na tua carteira de identidade e tu não pode fazer nada a não ser na tua cidade de residência – e isso eu digo: não pode abrir conta no banco, não pode receber serviço médico, não pode assinar nenhum documento a não ser na tua cidade residencial. E para pedir a residência? Ixi gente… seria um texto só disso.

Estudantes com visto (não só estudantes, mas qualquer estrangeiro que fique mais que o tempo estipulado por ‘contratos diplomáticos’), no caso este, brasileiros que permanecerem mais de três meses no território, tem que pagar o permesso di soggiorno. É juntar uma papelada, marcar uma entrevista no escritório de imigração e pagar uma grana (entre 150 e 300 euros) para ter a ‘permissão’ de ficar no território. Essa prática/valor tem sido reprovada pelos outros países da UE, mas continuará assim, pelo que conheço de Itália.

Com a burocracia geral da Itália, morar aqui significa mais ou menos: “uma respirada uma taxa”. Se vale a pena? Sim, vale! Mas tente procurar trabalho, só assim! O bom da cidade ser turística é que tem pub’s, bares, museus e tantas outras possibilidades pra tentar uma graninha, além do italiano é bom falar inglês – mas acho que isso geral já sabe.”


Ficou com gostinho de quero mais, né?! Então confira na próxima terça-feira o “Next Stop: Roma II”, repleto de dicas imperdíveis!







  07/07
 

Se você é leitor assíduo do blog, é provável que tenha interesse pelo universo fashion. E foi pensando nisso que escolhi três filmes de moda que considero interessantes. Tem produção que aborda mais o assunto como cultura, outras são mais para distrair e inspirar. Mas todos os filmes são de encher os olhos!

E o mais importante: no post sobre autoconhecimento de estilo (aqui), eu destaquei que é muito importante ter repertório, pesquisar bastante sobre tudo. Só assim conseguimos saber o que gostamos ou não, o que funciona pra gente ou não. E nada melhor do que começar a sua pesquisa pelos filmes. Aproveite!

01. Sex and the City 1 e 2

02. The Eye Has to Travel

03. O Diabo Veste Prada

04. Coco Antes de Chanel







  06/03
 

paulo leminskiA partir de amanhã, 07 de março, a Caixa Cultural São Paulo recebe a exposição “Múltiplo Leminski“, em homenagem ao escritor paranaense Paulo Leminski. Após anos de pesquisa e catalogação, a mostra apresentará mais de mil objetos, entre fotos, livros, pinturas, poesias e vídeos.

Mais conhecido por seus trabalhos com poesia, Leminski também era músico, compositor, romancista, tradutor, ensaísta, judoca e publicitário. Chamou atenção por sua intelectualidade desde cedo, sendo fluente em seis idiomas estrangeiros: inglês, francês, latim, grego, japonês e espanhol.

Paulo Leminski nasceu em Curitiba em 24 de agosto de 1944 e faleceu na mesma cidade em consequência do agravamento de uma cirrose hepática em 1989.

A exposição itinerante já passou por Curitiba, Foz do Iguaçú, Goiânia, Recife e Salvador.

Data: De 07 de março até 03 de maio de 2015.
Horário: De terça-feira a domingo, das 9h às 19h.
Local: Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – 8º andar, São Paulo/SP).
Entrada gratuita.







  09/01
 

MafaldaMafalda, a famosa personagem infantil criada por Joaquín Salvador Lavado Tejón, conhecido como Quino, ganhou uma exposição em São Paulo em homenagem aos seus 50 anos. A mostra “O mundo segundo Mafalda” está aberta para visitação desde 17 de dezembro de 2014 e segue até 28 de fevereiro desse ano na Praça das Artes.

A exibição foi trazida ao Brasil pela Fundação Theatro Municipal de São Paulo em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e com o programa São Paulo Carinhosa, da primeira-dama da capital paulista Ana Estela Haddad.

Mafalda é uma garotinha questionadora e ácida. Foi criada em 1964 e publicada na revista semanal argentina Primeira Plana. Em julho de 1973 Quino criou a última tirinha original de Mafalda. O artista só desenhou ela novamente em 1977 para uma campanha do Unicef sobre os direitos das crianças.

Data: De 17 de dezembro de 2014 até 28 de fevereiro de 2015.
Horário: Diariamente das 09h às 20h.
Local: Praça das Artes (Av. São João, 281, Centro, São Paulo/SP).
Entrada gratuita.







  20/12
 

Erwin BlumenfeldBom dia! A dica cultural desta semana é uma exposição sobre o fotógrafo alemão Erwin Blumenfeld que acontece em São Paulo. Depois de passar pela França, Inglaterra, Alemanha, Japão e Itália, as obras do artista estão expostas no Museu de Arte Brasileira (MAB) da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), até o dia 18 de janeiro.

Intitulada “Blumenfeld Studio: New York 1941 – 1960”, a mostra exibe fotografias de moda, fotos de personalidades, campanhas publicitárias e trabalhos experimentais famosos pelos avanços técnicos para a época.

Nascido em Berlim, Alemanha, em 1897, Blumenfeld começou a trabalhar com o mundo da moda em 1936. Porém, o fotógrafo não é apenas conhecido pelos trabalhos nesse ramo. Ele também é um dos representantes mais importantes do dadaísmo, movimento criado por Jean Harp. Erwin faleceu em Roma, Itália, em 1969 por problemas cardíacos.

Para saber mais sobre a vida do artista, que ficou preso por dois anos num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, assista um pedaço do documentário da BBC “The Man Who Shot Beautiful Women”.

 

 

Data: De 29 de outubro de 2014 até 18 de janeiro de 2015
Horário: De terça a sexta-feira, das 10h às 20h; finais de semana e feriados, das 13h às 17h
Local: MAB – FAAP (Rua Alagoas, 903, Higienópolis, São Paulo/SP)
Entrada gratuita