Europa

  15/09
 

Conforme prometido semana passada, o Next Stop sobre Roma continua. Tyssi Vidaletti agora fala sobre turismo, culinária e o relacionamento com os romanos.

Next Stop Roma 2

TURISMO

Para mim, a coisa mais espetacular de Roma é ver o que restou do Império Romano e como a idade média se desenvolveu por cima, é tão nítido. E ainda fico sem ar toda vez que passo pelo Coliseu – quer dizer, tá ali desde o ano 70, sabe!? Aconteceram coisas grotescas ali dentro, ficar sentada olhando, imaginando e filosofando, se amadurece vários pensamentos e explicações gerais sobre a humanidade. Uma dica bacana que posso dar é: PESQUISE ANTES! Leia o que puder antes de vir pra Roma, porque são tantos significados que muita coisa incrível pode passar despercebida por falta de informação.

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Além dessa parte da história, há poucos minutos a pé do Coliseu, se encontra o Altare della Patria ou Monumento a Vittorio Emmanuele II (que foi o primeiro Rei da Itália já unificada) ou também conhecido como Vittoriano. Uma construção polêmica, que iniciou em 1885 e terminou em 1935, sua execução significou destruir muitas ruínas importantes da era medieval e imperial. É feito todo em mármore, um elefante branco bem no meio de Roma. Enche tanto os olhos que não consigo mais pensar como era Roma moderna sem ele.

Next Stop Roma 3

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Sou adepta do pensamento “menos é mais” para tudo, não, neste caso não estou falando de moda, mas de viagens: prefiro menos lugares por mais tempo. Pipocar em mil lugares ficando em cada um por dois dias não te dá a mínima percepção real da cidade. Roma precisa de atenção, gente: eu diria no mínimo cinco bons e cheios dias.

COMIDA

Quem não pensou em comida!? É… vir visitar Roma não combina com dieta… não mesmo! Três palavras fundamentais – Massas, pizzas e sorvete! Depois dessas vem vinhos, queijos e saladas mediterrâneas… Basicamente é isso. Tenho paixão pela ‘cucina laziale’ – aqui da região do Lazio, mas a minha queridinha é a penne alla rabiatta. A característica dessa cozinha é a simplicidade, geralmente são três ingredientes básicos que bem misturados ficam dos céus. A minha queridinha é composta por alho, tomates e pimenta vermelha – como até morrer, juro, até sentir que vou explodir (e me sinto mal por dizer isso, já que fazer isso é muito feio!). Ainda temos a pasta caccio peppe, composta de queijo de ovelha (muito normal aqui na Italia) e pimenta preta.

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Eu não como carne vermelha, nem frango, e aqui é o paraíso para o meu tipo de alimentação. A maioria esmagadora da carne vermelha consumida na Itália vem das américas, logo, é muiiiito caro e a qualidade não é boa, então, eu diria que não comer carne aqui é um ponto muito positivo (não só para saúde e consciência) para o bolso. Em compensação vejo o pessoal se lambuzando nas tábuas de salame e queijo – sim, o salame é top – (já sabiam os descendentes de italianos do RS).

Não sou vegana, nem próxima disso, (ok, Tyssi, sem discussões morais contigo mesma no meio do texto) continuando… uma coisa sensacional é a mozzarella, gente, como é ma.ra.vi.lho.sa. Ela vem em bolotas, não em fatias, são lindas bolotas brancas de queijo fresco, com isso é fácil se viciar na insalata caprese – tomates, mozzarella e manjericão fresco, a preferida dos italianos. No geral, eles lidam muito bem com vegetais – salve a dieta mediterrânea!

OS ROMANOS

Não sei o motivo, quando penso em Romanos a palavra que vem é ‘visceral’. Eles são expansivos, cheios de personalidade, ímpares, intensos, explosivos e nada fáceis. Aqui entra aquela discrepância entre turismo e habitação. No turismo eles precisam do dinheiro que vem de fora, afinal, Roma é sustentada pelo dinheiro que sua história movimenta, por outro, conviver com romanos é complicado.

Sim, eles falam com a mãos;

Sim, eles gritam;

Sim, eles tem ótimos xingamentos;

Sim, acho que eles adoram uma briga.

Sobre isso, já montei uma “tese” na cabeça. Creio que no inconsciente coletivo dos Romanos ainda há resquícios do império, e por isso eles são tão estourados e tem uma certa pró atividade para a ‘guerra’. No meu edifício, que é bem pequenino, já briguei seriamente com uma senhora mal educada que mora dois andares acima. E foi ela que desceu para me xingar, por um único motivo: eu não posso pisar no pátio que fica do lado de fora da minha janela, este qual eu tenho a chave da porta, “porque pertence ao condomínio e é regra e pronto”, preciso dizer que foi uma discussão bem feia e mais de uma vez, ela foi a única que reclamou, ma mi ha rotto i coglioni abbastanza! Meio sem explicações, respirei e pensei ‘deve ser a cultura da guerra’, melhor pensar assim.

Sempre tem um lado bom, quando cria laço com um romano este será deveras teu amigo, pode ficar sem falar, pode viajar, pode pirar, pode tudo, ele vai ser teu amigo, quasi come la famiglia. São raros, mas são bons, acho que como a maior parte das coisas da vida.

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Amigo Romano e Romanista no jogo da Roma

“QUEM TEM BOCA VAIA ROMA”

Para quem não sabe, esta é a forma correta do ditado. Na época do império o desgosto com alguns imperadores fazia com que a população vaiasse. Os romanos vaiam bastante sua Roma, mas a amam de uma maneira linda, quase como os cariocas com Rio, só que mais. E se entende!

Aprendo diariamente, aprendo sobre diversidade, dificuldade, história, um milhão de coisas. Conhecer pessoas de todos os cantos me torna mais aberta, muito mais. Principalmente agora com a crise imigratória (mas isso não é assunto para agora).

Eu estava cursando um mestrado – comunicazione, media digitale e giornalismo – estudei na Famecos (PUCRS), e o formato de jornalismo deles me parece tão estranho e amador (sem julgamentos) que não consegui continuar e estou no processo de mudança de curso, para outro de comunicação e publicidade. O ano letivo recomeça em outubro. Mas sem dúvida, posso dizer que o academicismo não me ensina tanto quanto o fato de simplesmente estar aqui.

LUGARES

Coliseu – Parada que todo mundo fica eufórico quando pessoal chega em Roma. Por 12 euros tem direito a dois dias de ingresso, divididos entre Coliseu e fórum romano (ruínas da Roma antiga – beeem legal). COMPRE PELA INTERNET!

( http://www.coopculture.it/colosseo-e-shop.cfm )

Chiesa San Giovanni in Laterano – gente, eu amo essa igreja, sério, não sou uma pessoa religiosa, mas quando chego perto dela eu me arrepio toda! Ela foi o primeiro Vaticano. É incrível, é obrigatório, para as meninas assanhadas (hehe) tapem os bracinhos em respeito ao Cristo (na verdade não sei se é isso hahaha mas tem que levar um cachecol, véu ou algo assim) VÁ COMPORTADA, MENINA! Já fui, inclusive, barrada de entrar. É de tirar o fôlego, tem esculturas de QUATRO METROS DE ALTURA dos apóstolos e é uma das igrejas papais, aliás, ela no seu significado representa mais que San Pietro, já que tem o título de Mãe das Igrejas. É sério! É incrível, é linda, É GRÁTIS!

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Fachada da Igreja, com gopro parece que ela é pequena, mas na verdade é gigante

Vaticano – Bom, acho que não preciso falar muito. Não gosto de ir no museu, obviamente já fui, porque é meio obrigatório, mas acho um pouco claustrofóbico caminhar sem parar em corredores intermináveis com centenas de pessoas… hahaha sem querer desestimular, no geral as pessoas adoram, eu não! É claro que é incrível, eles tem uma coleção genial de obras e mais a capela Sistina, mas não repetirei o passeio tão cedo. A Basílica São Pedro tem filas enormes, mas se pegar um dia e conseguir entrar, é demais, demais mesmo. No subterrâneo tem os túmulos Papais, é algo indescritível de ver. COMPRE PELA INTERNET! (a Basílica é gratuita). 20 euros para os museus.

(http://biglietteriamusei.vatican.va/musei/tickets/index.html )

Porta Portese – Acontece todos os domingos pela manhã o mercado a céu aberto! É muito bom, tem tuuuudo que possa imaginar para vender por preços amigáveis. Esse mercado é gigantesco e é algo pertencente à cultura romana. Inclusive citado naquele filme do Vittorio di Sica (1948), I ladri di Biciclette.

Villa Borghese – Fazendo uma péssima comparação, mas para me fazer entender, é o Central Park de Roma. Pertencia à Famiglia Borghese (praticamente dona de Roma em a partir de 1500). Tiveram até Papa entre os seus – Papa Paulo V (Camillo Borghese). Lugar lindo, limpo, de paz e com um mirante para Piazza del Popolo.

Via del Corso – O lugar das compras, uma rua cheia de negócios de roupas. Começa na Piazza Venezia (aquela do Vittoriano) e termina na Piazza del Popolo.

Ps: O “COMPRE PELA INTERNET” é uma dica muito boa! Tu paga taxas, mas te livra de grandes filas e estresse.

DICAS

Pompi – Il Regno del Tiramisù – Seguinte, é uma confeitaria que se auto denomina ‘O Reino do Tiramisù’, um doce italiano de café que é único e gordamente maravilhoso. OBRIGATÓRIO! Porção individual de Tiramisù 3,50 euros (e pode escolher o sabor entre morango, pistache, banana e o tradicional). Dê uma babada aqui: http://www.barpompi.it/

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Tiramisù de morango e Profiteroles de chocolate

Yellow Bar/Hostel – Para o pessoal jovem, não estou fazendo jabá, mas me apeguei muito a este bar. É um hostel que possui um bar/discoteca. Hoje já conheço o staff e tal, então tenho um carinho especial. Mas todos intercambistas frequentam, fica perto da estação ferroviária central. Tu conhece gente de TODO o mundo! Tem uma jarra de chopp italiano de 1,5l Poretti que custa 12 euros. Antes da meia noite no subterrâneo tem jogos como beerpong ou twist, depois da meia noite tem dj e festa pra morrer dançando. No hostel nunca fiquei, mas dizem que é ótimo!!!! Detalhe: o bar funciona 24h. Aqui o fb pra dar uma olhada: https://www.facebook.com/TheYellowRome?fref=ts

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Festa com pessoal de todas as partes

Gelateria La Romana – Dizem as más línguas que é o melhor sorvete de Roma. Gente, o sorvete italiano é um (perdão a palavra) estupro gastronômico. Tu come e chora! É cremoso, com gosto denso e encorpado. http://www.gelateriaromana.com/

Importante: Tente não vir em julho e agosto, o calor é insuportável, não é exagero! São 40 graus! Dificulta passeios e te tira a vontade, assim não consegues aproveitar metade da cidade por causa da indisposição.

Bom, não tem como falar de tudo, Roma oferece muitas coisas, esse texto é uma super síntese de tudo que este lugar pode oferecer. Espero que tenham gostado.

No meu snapchat (tyssividaletti) tento falar um pouco mais sobre meu dia a dia por aqui, os pontos turísticos e curiosidades, no instagram (tyssividaletti) coloco imagens. Sempre com a minha visão particular, claro. Valeu!!!







  23/06
 

O Next Stop de hoje está sensacional. A jornalista Luiza Lorentz contou pra gente sobre sua viagem pela Suíça. Já aviso que tem dicas excelentes para quem está pensando em desbravar esse pequeno país europeu.

Viajar para a Suíça é sempre encantador. No meu caso é ainda mais, uma vez que minha avó nasceu lá. Até hoje, uma de suas irmãs e um de seus filhos (irmão do meu pai) ainda moram lá, o que facilita bastante a passagem pelo país. Além das paisagens mais belas que já vi na vida, tudo, para mim, remete às minhas origens, o que é muito bacana. Mas, se você não tem uma história com a Suíça, não se preocupe: é tanta coisa boa reunida em um só lugar que não tem como não se apaixonar.

Jungfrau 1 - Suíça - VLIFESTYLE

Nas duas vezes que viajei para lá, fiz roteiros diferentes. Na primeira vez passei pela Suíça no início e no fim de uma Eurotrip, com duas amigas diferentes. Na outra, a Suíça foi meu destino final, antes de retornar de férias. Meus tios moram em Fribourg, uma cidade de estilo medieval na parte da Suíça francesa. Como o país é muito pequeno, conhecer vários lugares em pouco tempo é absolutamente viável. Funcionava assim: saíamos para passear pela manhã e à noite retornávamos para casa. (Confesso que isso também facilitou a nossa vida, já que não precisamos gastar com hotéis). Para mim, o mais encantador por lá é a natureza. Uma das características da Suíça é ser banhada por diversos lagos. E, acredite, todos eles têm a água azul-esverdeada e cristalina.

Um dos roteiros fáceis para quem viaja pela primeira vez ao local é se guiar exatamente pelos lagos, pois as principais cidades ficam ao redor deles. É o caso do Lago Léman. Você pode pegar um trem até Genebra e depois, de trem ou de barco, passear por toda a costa, passando por cidades como Lausanne, Montreux e Vevey (região francesa). O transporte público funciona muito bem lá, e é possível comprar vouchers que podem ser usados tanto para trem como para barco. Mas é preciso estar preparado para colocar a mão no bolso. O transporte lá é bastante caro, assim como a comida e os hotéis. O lado bom é que o investimento é válido, uma vez que a qualidade de tudo é excepcional.

Genebra - Suíça

Genebra

Lausanne - SUÍÇA - VLIFESTYLE

Lausanne

montreux 2 - SUÍÇA - VLIFESTYLE

Montreux

Outras sugestões de lagos para visitar: Brienzersee e Thunersee (lago de Brienz e lago de Thun, na região da Suíça alemã). O primeiro não banha nenhuma grande cidade, mas a paisagem lá é ainda mais encantadora que nos demais. No roteiro que fiz, peguei um trem até a cidade de Brienz e lá passeamos de barco até a cidade de Interlaken (“entre lagos”). Ela fica localizada exatamente entre o Brinzersee e o Thunersee, e é uma região muito famosa também pelas montanhas. Depois, segui o passeio por Thun, uma cidade muito bacana. Além do lago, a cidade é muito bonita pelas ruas que lembram paisagens medievais. Há um castelo onde é possível ver a cidade toda de cima. Além disso, é lá que mora a minha tia-avó, o que tornou o passeio ainda mais encantador. Outra cidade bacana banhada pelo lago de Thun é Spiez.

brienz 3 - Suíça - VLIFESTYLE

Brienz

 

Thun 2 - vista do castelo

Thun (vista do castelo)

Spiez

Spiez

Mais uma vantagem de viajar pela Suíça: o país oferece opções turísticas de verão e de inverno. Mas, melhor do que isso: ainda é possível fazer roteiro de inverno em pleno verão! Sim! Algumas montanhas são tão altas que ficam com neve sempre. Quando viajei em julho, no verão suíço, eu e minha amiga dedicamos um dia inteiro a visitar o Jungfraujoch (naquela região de Interlaken). Esse é o ponto mais alto da Europa onde se chega de trem. É importante dedicar bastante tempo ao passeio. Além da troca de trens no meio da montanha (onde é possível ver as casas e vaquinhas bem tradicionais), também é preciso levar vários tipos de roupa, já que o frio aumenta à medida que se sobe na montanha. Chegando no destino final, são diversas as atrações: é possível esquiar, fazer trilhas e apenas caminhar em um ponto delimitado na ponta da montanha. Dentro também foi construído um museu de gelo, então tem que cuidar para não escorregar! Quando chegamos no alto da montanha, a temperatura era de aproximadamente 0ºC, em julho! E ainda conseguimos ver a neve caindo! Dica: é bom subir pela manhã, porque depois o tempo pode piorar.

Jungfrau

Jungfrau

Não vai ser possível dar todas as dicas de uma vez só. Quem sabe eu tenha a oportunidade em outro post! (vai ter sim, Lu hihi) Outras sugestões breves de locais para se visitar: Gruyères, Zurique, Lucerna, Berna (capital) e, claro, as montanhas. Uma das regiões mais bonitas é a do Grindelwald. Se você quiser ter uma experiência bem suíça mesmo, também vale a pena investir em piqueniques. As pessoas fazem muito isso ao redor dos lagos (que funcionam como “praias”) e nas montanhas também. Uma das comidas típicas e fáceis de se achar é a wurst, um tipo específico de salsicha. Na maioria dos locais já têm até churrasqueirinhas prontas para seres usadas. E de sobremesa, claro: o maravilhoso chocolate suíço, comprado em qualquer supermercado.

De resto, se você estiver na pior e não puder investir muito em passeios, não se preocupe, pois só a estadia em uma cidade já vai valer a pena. Você vai encontrar cidades extremamente limpas, onde as pessoas recebem os turistas falando francês, alemão e inglês e são extremamente gentis. Além disso, em qualquer deslocamento de um local para o outro você vai se deparar com as paisagens lindas de plantações e da “vida no campo”, onde frequentemente se encontram vaquinhas e casinhas de madeira pelo caminho. Nada mal, né?

SUÍÇA VLIFESTYLE

 







  09/06
 

Viajar é uma das coisas mais deliciosas do mundo. A prova de que todos gostam de desbravar o mundo é que, quando perguntamos para alguém “o que você faria se fosse milionário?”, geralmente ouvimos “viajaria pelo mundo”. Porém, não precisamos abandonar tudo e vender a casa para fazer isso. De pouquinho em pouquinho, podemos ir viajando e conhecendo cenários maravilhosos. E já que é por etapas, aqui vai uma lista de dez lugares para conhecer antes dos 30 anos.

Não, calma. Ninguém aqui está dizendo que não podemos viajar depois dos 30. A questão é que a idade marca uma passagem importante para muitas pessoas, e nada melhor do que essas listinhas para impor algumas metas motivantes.

VLIFESTYLE - 10 LUGARES PARA CONHECER ANTES DOS 30

01. Barcelona – Espanha

Barcelona

02. Rio de Janeiro – Brasil

Rio de Janeiro - cidades brasileiras mais visitadas

03. Machu Picchu – Peru

Machu Picchu

04. Las Vegas – Estados Unidos

Las Vegas

05. Cancún – México

Cancun

06. Gold Coast – Austrália

Gold Coast

07. Amsterdã – Holanda

Amsterdan

08. Londres – Reino Unido

Londres VLIFESTYLE

09. Dublin – Irlanda

Dublin

10. Phi Phi Island – Tailândia

Phi Phi Island - Thailand

 







  13/05
 

Incrível como sinto saudades de escrever aqui, e olha que fico só 15 dias longe dos leitores do VLIFESTYLE. Bom, hoje minha coluna vai ser de algo bem importante e que pessoalmente me interessa muito: sustentabilidade.

VLIFESTYLE LONDON CHATROOM FASHION

Minha irmã estuda Engenharia Civil e sempre foi muito defensora da sustentabilidade. Acho que isso despertou meu interesse e até fiz um projeto aqui pra escola sobre Moda e Sustentabilidade. Claro, que aprendi muito mais sobre o assunto no curso. Logo entramos em debates para discutir até que ponto comprar uma roupa que custa barato, mas que foi feita através do trabalho escravo vale a pena. Minha opinião: não vale.

E tudo isso entra na parte de sustentabilidade de uma empresa, o trabalho escravo, desperdício de material.. principalmente água. Agora com a crise no Brasil, vários dados foram publicados, e um deles, bem alarmante,  é a questão da fabricação de uma calça jeans. Isso consome 11 mil litros de água!! Fora a parte dos materiais, processo, distribuição.

Minha dica pra quem curte esse assunto, é o livro Moda e Sustentabilidade: Design para mudança da Kate Fletcher e Lynda Grose. Comprei ele no Brasil e amei. Nele, as autoras apresentam essa questão fundamental de que podemos chegar a um acordo sobre os princípios e a métrica essenciais em um mundo que seja não só sustentável, como também efetivamente renovado. E em segundo lugar, com esses princípios em comum, a pergunta: é possível criar um modelo de mudança que oriente a atividade de negócio na indústria da moda, um modelo que seja prático, científico e econômico?

LIFESTYLE  London Chatroom - Livro Moda e Sustentabilidade

Devemos pensar nesse assunto não porque falar em sustentabilidade é moda, mas porque é realmente importante para nossa vida. Fica a minha dica de livro e também para que vocês possam pensar em, talvez na próxima ida ao shopping, fazer uma breve pesquisa da marca/loja que estão comprando. Estou eu contribuindo para o trabalho escravo comprando essa roupa? Essa marca está envolvida em questões ambientais? O que minha marca preferida faz para ajudar a cuidar do meio ambiente?

Pensem, pesquisem, comprem consciente.

Xx,

Dani







  25/03
 

Hoje meu post vai ser uma dica para quem gosta de alta costura. O filme Dior and I vai ser lançado nesta sexta feira aqui em UK (parece que no Brasil já foi lançado!!! BA-BA-DO!!) e promete ser um dos melhores documentários da história da moda.

Dior and I - cena

O filme leva o espectador para dentro do mundo da Dior, em especial  – e com exclusividade – o documentário mostra por trás das cenas da criação da primeira coleção de alta costura do designer Raf Simons como novo diretor da marca.

As pessoas tendem a achar muito simples o universo fashion, porque geralmente estão acostumadas a verem apenas a parte dos desfiles, que duram cerca de 5 minutos cada e acontecem duas vezes por ano nas semanas de moda. Mas, por trás desses 5 minutos, há muita pressão e trabalho pesado!

Dior and I poster - VLIFESTYLE

O dia-a-dia de um dos melhores designers em uma das mais famosas marcas da moda em 90 minutos para fazer qualquer coração apaixonado por esse mundo se derreter. Dior and I, (hashtag)nem vi e já amo!

xx

Dani