intercâmbio

  04/05
 

Fazer sarm intercâmbio cultural pode mudar sua vida. Além de aperfeiçoar um idioma diferente – caso seja esse o objetivo da viagem -, conhecer o cotidiano de outra cultura enriquece muito seu discernimento sobre várias coisas. Você aprende a se virar sozinho, respeitar novos costumes, ter novos horários para suas tarefas, etc. Mas a escolha do destino nem sempre é fácil e não pensar nos detalhes pode comprometer essa experiência que deveria ser super especial. Veja alguns itens que você deve considerar na hora de escolher o destino do intercâmbio.

DICAS PARA ESCOLHER O DESTINO DO INTERCÂMBIO - VLIFESTYLE
01. OBJETIVO DA VIAGEM: A primeira coisa que você deve ter bem definida é o motivo da viagem. É para aperfeiçoar um idioma? Quer aprender sobre alguma área específica? Pretende fazer uma pós-graduação? A razão da viagem também interfere no tempo que você precisa para se preparar, tanto com gastos como com documentação.

02. O CURSO: Com objetivo da viagem bem definido, é hora de procurar o melhor curso dentro das suas exigências. A primeira coisa a considerar é o tempo que você pretende ficar viajando. Não adianta se matricular num curso de 8 meses se você só pode ficar 6. Outro detalhe é que alguns cursos são o dia inteiro. Se você pretende usar parte do dia para conhecer melhor a nova cidade, deve ficar atento a isso. Também pesquise preços e converse com pessoas que já estudaram na escola que você está considerando.

03. SEU ESTILO DE VIDA: Por fim, mas extremamente importante, considere seus gostos pessoais e estilo de vida. Um fato determinante é o clima. Se você não convive bem com temperaturas baixas, não faz sentido ir para Boston entre dezembro e abril, por exemplo. Caso você seja uma pessoa tranquila, que não goste de agito, Nova York também não é uma boa opção de destino.

DICAS PARA ESCOLHER O DESTINO DO INTERCÂMBIO 2 - VLIFESTYLE







  31/03
 

Conhecer uma cultura cuja história é riquíssima, fazer novas amizades e ainda por cima receber todo carinho e gratidão de crianças cheias de amor para dar. Foi o que fez a gaúcha Laura Franzoi, que escolheu a Cidade do México para fazer intercâmbio voluntário. Já aviso que a entrevista está linda, não perde!

CIDADE DO MÉXICO - VLIFESTYLE - 3 - Teotihuacan

País e cidade que morou: Cidade do México – México

Qual foi a documentação exigida? Passaporte e Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia.

Quanto tempo ficou? 1 mês e 15 dias.

Que idade tinha? 21 anos.

Qual época do ano foi? Verão, de junho a agosto.

Viajou em grupo ou sozinha? Sozinha, porém vivi e trabalhei com outras 6 meninas (outra brasileira, uma peruana, uma colombiana, uma turca, uma chinesa e uma taiwanesa.

Como organizou a viagem? Planejava um intercâmbio nas férias de julho, para não interromper as aulas da faculdade. Uma amiga que trabalhava na AIESEC me apresentou a ONG e eu resolvi que queria fazer meu intercâmbio com eles. Como eu já tinha escolhido o país, faltava apenas escolher o projeto. Fui entrevistada pelo manager do projeto que escolhi e, a partir daí comecei a pesquisar sobre custo de vida lá, a procurar passagem de avião, fiz uma lista sobre o que deveria levar e outra lista sobre comida brasileira que eu queria levar para que experimentassem.

Que tipo de hospedagem utilizou? Vivi no orfanato onde trabalhei. A diretora do orfanato nos disponibilizou um pequeno chalé do próprio orfanato. Dividíamos dois quartos e um banheiro entre 7 voluntárias, e a limpeza era por nossa conta.

Como era a alimentação? Nos dias de semana as refeições eram feitas no orfanato com as meninas, as cozinheiras faziam a comida e era sempre bem picante e reforçada. Já nos finais de semana livres fazíamos as refeições na rua, o que nos possibilitava comer as mais variadas coisas, desde Mc Donald’s a tacos de vendedor ambulante. A comida no país é salgada e muito bem apimentada, eles têm vários tipos de chiles, e cada um tem o seu grau de “picância”. O mexicano gosta também de por limão na comida. Eles têm diversos tipos de bebidas, por exemplo, água de sabor (é a polpa da fruta, porém se adiciona água e açúcar), suco (polpa da fruta), limonada e laranjada (podem ser com água natural ou mineral, espremendo a fruta e adicionando açúcar), licuado (é a nossa batida).

CIDADE DO MÉXICO - VLIFESTYLE - 10 - Sopes

Por que escolheu esse destino? Desde pequena sonhava em conhecer o México.

Onde trabalhou? Em uma das casas do orfanato Ministerios de Amor, a casa de meninas de 8 a 16 anos, filhas de pais usuários de drogas, presidiários ou moradores de rua. Ministerios de Amor é uma associação altruísta que tem casas espalhadas pelo México (Monterrey, Guadalajara, Cuernavaca e Cidade do México).

Como foi o trabalho voluntário? A nossa função era realizar atividades recreativas, didáticas, culturais e dinâmicas com as meninas, já que estavam entrando em férias escolares. Atividades como esportes, jogos, danças, inglês, aprender sobre as bandeiras dos países de cada voluntária e aprender a localização desses países no Mapa Mundi, dias temáticos sobre o país de cada voluntária, entre outras.

Quando todas as crianças e adolescentes de todas as casas de Ministerios de Amor já estavam de férias, foi realizado um acampamento de verão em Cuernavaca. Nós, voluntários e voluntárias, fomos reunidos para organizar as atividades a serem realizadas e separar as crianças e adolescentes em grupos com cada voluntário (a) sendo seu líder.

O que mais marcou durante esse trabalho? As crianças eram muito receptivas e carinhosas, queriam estar perto da gente sempre, fazendo o que estivéssemos fazendo ou conversar e mostrar suas coisas e seus conhecimentos.

CIDADE DO MÉXICO - VLIFESTYLE - 10 - Orfanato 2

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Maravilhoso. O mexicano, assim como o brasileiro, é muito receptivo, educado e caloroso. Abraça, beija, conversa, sorri, sempre pede licença, agradece, diz “por favor”, diz “saúde” quando alguém espirra mesmo que não seja conhecido. É um povo muito simpático e pronto para ajudar no que for preciso.

O que mais gostou? Gostei muito de trabalhar num ambiente de carência, pobreza e inocência, uma realidade bem diferente da que vivo, penso que todas voltamos para casa um pouco mais humildes e sensibilizadas. Foi maravilhoso também trabalhar com as outras intercambistas, cada uma de uma nacionalidade, nos tornamos grandes amigas. O transporte público é bem acessível e diversificado (táxi, Uber, lotação, ônibus, metrobus, metro), além de ser muito barato. Sobre a culinária, os meus favoritos são os “sopes”.

O que menos gostou? A cidade é muito grande, uma das maiores do mundo, isso dificulta a locomoção, por mais que haja diversas possibilidades de transporte público, além disso o trânsito é um caos, normalmente é sempre engarrafado.

CIDADE DO MÉXICO - VLIFESTYLE - 36 - La Ciudadela

O que surpreendeu? O México tem muitos monumentos históricos, muitos museus, e todos os cidadãos são orgulhosos de cada um desses monumentos e museus. O que surpreende é que eles sabem explicar o que significa cada monumento, cada momento histórico, cada símbolo. É maravilhoso sair pelas ruas com um mexicano, pois qualquer um deles pode ser o teu guia turístico. Em qualquer restaurante, valet parking, estacionamento que se vá, ao ir embora, deixa-se uma propina para o garçom ou para quem lhe atendeu, é como os 10% que nos são cobrados no Brasil, mas diferentemente disso, cada um deixa o valor que julgar correto. Algo muito particular que me surpreendeu, foi eu ter voltado para o Brasil comprometida com um mexicano.

O que decepcionou? O que me decepcionou foi a “quebra” de combinações no trabalho, pois não tínhamos todos os finais de semana nem as tardes livres, como foi combinado. Não tivemos nenhum tipo de instrução da parte da diretora e das tias do orfanato sobre animais perigosos e venenosos que pudessem existir na zona. A janela dos fundos do nosso chalé dava para um terreno baldio com mato alto, como o nosso chalé era muito empoeirado e não podíamos deixar aberto para arejar por conta das meninas do orfanato, deixamos a tal janela aberta e, de madrugada, acordamos com um escorpião caminhando em uma de nós.

Lugares que um turista tem que visitar? Como disse anteriormente, o México é repleto de monumentos, parques, museus, pueblos mágicos, etc. quem viaje ao México não pode perder nenhum deles.

Na Cidade do México: Trajineras em Xochimilco, monumento a La Revolución, bosque de Chapultepec, castillo de Chapultepec, Museo de Antropología, Zócalo da Cidade do México, Museo del Tequila y el Mezcal, monumento Ángel de La Independencia, Palacio de Bellas Artes, Ciudad Universitaria, Museo Frida Kahlo, Museo Tlatelolco, Memorial 68, Plaza de las Tres Culturas, Cineteca, Mercado de Artesanías La Ciudadela, Mercado de Artesanías de Coyoacán.

Nevado de Toluca, Pueblo mágico Tepoztlán, pueblo mágico Taxco, zona arqueológica de Teotihuacán.

Quanto gastou? Ao todo, suponho que 5 mil reais.

Voltaria? Já voltei e voltarei sempre.

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  23/02
 

O Next Stop trouxe mais um intercâmbio cultural! A jovem Bruna Ribeiro viajou para o Reino Unido, mais precisamente para a cidade de Newcastle upon Tyne para estudar inglês. Ela ainda aproveitou e curtiu alguns dias na França. Confira a entrevista!

Newcastle upon Tyne - VLIFESTYLE

País: Inglaterra

Cidade que morou: Newcastle upon Tyne

Documentação exigida: Passaporte, comprovante de hospedagem, comprovante de curso e passagem de volta.

Quanto tempo ficou? Três semanas

Qual idade tinha? 14 anos

Qual objetivo da viagem? Aprofundar inglês e turismo.

Como foi o curso? Duas semanas na Internatinal House Newcastle, passávamos a manhã em sala de aula e a tarde conhecendo a cidade e cidades próximas.

Por que escolheu esse destino? Reino Unido sempre me chamou a atenção, desde pequena.

Qual época do ano foi? Inverno lá e verão aqui. Em Porto Alegre fazia 40°C e lá era 2°C.

Cidades que visitou: Newcastle, York, Manchester, Edimburgo, Londres, Durham e Paris, na França.

Viajou em grupo? Sim, 16 menores e 2 guias.

Que tipo de hospedagem utilizou? Casa de família.

Como organizou a viagem? Com a agência CI.

Como era a alimentação? A alimentação era muito cara, então comíamos mais fastfood.

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Meio difícil, não dominava o idioma.

O que mais gostou? A cultura.

O que menos gostou? Amei tudo! kkkkk

O que decepcionou? Ficar em casa de família é meio difícil, pois eles não tentam se aproximar e nós, brasileiros, gostamos de conversar e estar perto. Eles são bem mais fechados.

O que surpreendeu? A educação do povo.

Qual lugar um turista TEM que visitar? Edimburgo, na Escócia, é uma cidade de filme.

Quanto gastou em média? Gastei pagando a viagem com tudo, 13 mil reais. Para gastar lá com alimentação e souvenir, 7 mil reais. Quando viajei a libra e o euro estavam entre R$ 3,50 e R$ 3,80.

Voltaria? Com toda a certeza, já estou planejando voltar, para ficar!

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  27/11
 

Foi por acreditar que histórias inspiradoras precisam ser compartilhadas que foi criada a parte de voluntariado do Next Stop. E a entrevista de hoje é exatamente isso: uma história muito bacana de alguém que foi parar numa cidadezinha do litoral da África do Sul. Adriana Gaspary foi voluntária com crianças numa escola no meio de uma reserva ambiental. Confira!

Chintsa

País e cidade que morou: Chintsa, África do Sul.

Qual foi a documentação exigida? Passaporte e carteira de vacinação internacional (é obrigatória a vacina da febre amarela). Não é preciso visto para brasileiros.

Quanto tempo ficou? Cerca de 15 dias.

Que idade tinha? 18 anos.

Qual época do ano foi? De 22 de fevereiro à 09 de março de 2015.

Viajou sozinha? Sim, mas no grupo de voluntárias tínhamos duas inglesas e três alemãs, além de uma inglesa e uma americana em outro projeto da organização.

Como organizou a viagem? Fiz contato com a organização através da CI (Central de Intercâmbio), que fez o intermédio com a VA32. Tive que fazer uma prova de inglês escrita e oral para comprovar domínio da língua e foi feita a requisição para a organização. Em alguns dias recebi a resposta e precisei providenciar as vacinas, o seguro de saúde, passagens e rands (moeda do país), que é mais difícil de encontrar em câmbios.

Que tipo de hospedagem utilizou? Fiquei em uma casa era dividida entre os voluntários, com quartos de 2 ou 3 pessoas.

Como era a alimentação? O café da manhã e o almoço eram por nossa conta, mas tínhamos uma moça que cuidava da casa e deixava janta pronta, geralmente algo típico e caseiro. Havia apenas um mercadinho bem pequeno, o mercado maior ficava em uma cidade vizinha na qual íamos uma vez por semana. No mais, a cidade possuía apenas um restaurante, que servia pizzas e petiscos.

Por que escolheu esse destino? A África sempre foi um sonho, então minha única certeza era que eu precisava ir para um país africano. A África do Sul foi a escolha mais prática, e Chintsa foi escolhida por ser uma cidade bem pequena e desconhecida, que me chamou muito a atenção na hora que pesquisei.

Qual o objetivo da viagem? Trabalhar com crianças, conhecer pessoas novas e me conhecer melhor como pessoa.

Onde trabalhou? Em uma pré-escola rural chamada Bulugha Farm School, localizada no meio de uma reserva ambiental, com ocasionais visitas de girafas junto da grade.

Como foi o trabalho voluntário? Eu chegava na escola por volta das 8h30 e ajudava a preparar e servir o café da manhã para as crianças; depois ia com elas para a sala de aula e passava a manhã auxiliando a professora a preparar atividades e brincadeiras com os alunos. Em alguns dias levava elas para dançar no pátio. Depois da aula eu tinha cerca de 1h livre com elas e ficávamos correndo pela escola. Às tardes são realizadas atividades variadas, como esporte, clube de teatro e visitas ao abrigo local, Greensleaves, onde fazíamos atividades e brincadeiras com as crianças.

CHINTSA 3 - VLIFESTYLE - NEXT STOP

O que mais marcou durante esse trabalho? Além das crianças, as pessoas incríveis que eu pude conhecer, tanto do meu projeto quanto de outros que ficavam em casas próximas, os mochileiros e cidadãos locais.

E como foi o relacionamento com as pessoas locais? Os sul-africanos são incrivelmente simpáticos e receptivos, então fui muito bem recebida. Como a maioria fala inglês, não tive tantos problemas com o idioma local, mas fiz questão de aprender um basicão de Xhosa para poder me comunicar melhor.

O que mais gostou durante a viagem? Com certeza o trabalho com as crianças, tanto as da escola quanto as do abrigo, que são muito carinhosas e receptivas. Me apaixonei pela comida e pela praia também, mas nada se compara à relação com as crianças.

chintsa - vlifestyle

O que menos gostou? Ter que voltar para o Brasil!

O que surpreendeu? Os macacos que invadiram a casa quando esqueci a janela aberta e roubaram comida!

O que decepcionou? Não ter tido a possibilidade de passar mais tempo no projeto.

Lugares um turista tem que visitar? A cidade é muito pequena e eu acabei não conseguindo fazer muitos programas turísticos devido ao tempo, então minhas sugestões são bem locais.

– A praia de Chintsa East, que é lindíssima.

– Buccaneers’ Backpackers – Local de hospedagem para turistas e mochileiros com uma vista incrível para a praia, onde passamos os finais de semana. É o melhor lugar para conhecer pessoas sensacionais de várias partes do mundo, com um bar que funciona (e lota) todos os dias da semana.

-The Barefoot Cafe – Praticamente o único restaurante da cidade, foi lá que comi a melhor pizza da minha vida, chamada The Nigel.

Quanto gastou? Entre 7 e 8 mil, incluindo os gastos de lá

Voltaria? Com toda a certeza do mundo, sim!







  15/09
 

Conforme prometido semana passada, o Next Stop sobre Roma continua. Tyssi Vidaletti agora fala sobre turismo, culinária e o relacionamento com os romanos.

Next Stop Roma 2

TURISMO

Para mim, a coisa mais espetacular de Roma é ver o que restou do Império Romano e como a idade média se desenvolveu por cima, é tão nítido. E ainda fico sem ar toda vez que passo pelo Coliseu – quer dizer, tá ali desde o ano 70, sabe!? Aconteceram coisas grotescas ali dentro, ficar sentada olhando, imaginando e filosofando, se amadurece vários pensamentos e explicações gerais sobre a humanidade. Uma dica bacana que posso dar é: PESQUISE ANTES! Leia o que puder antes de vir pra Roma, porque são tantos significados que muita coisa incrível pode passar despercebida por falta de informação.

Next Stop Roma 1

Além dessa parte da história, há poucos minutos a pé do Coliseu, se encontra o Altare della Patria ou Monumento a Vittorio Emmanuele II (que foi o primeiro Rei da Itália já unificada) ou também conhecido como Vittoriano. Uma construção polêmica, que iniciou em 1885 e terminou em 1935, sua execução significou destruir muitas ruínas importantes da era medieval e imperial. É feito todo em mármore, um elefante branco bem no meio de Roma. Enche tanto os olhos que não consigo mais pensar como era Roma moderna sem ele.

Next Stop Roma 3

Next Stop Roma 4

Sou adepta do pensamento “menos é mais” para tudo, não, neste caso não estou falando de moda, mas de viagens: prefiro menos lugares por mais tempo. Pipocar em mil lugares ficando em cada um por dois dias não te dá a mínima percepção real da cidade. Roma precisa de atenção, gente: eu diria no mínimo cinco bons e cheios dias.

COMIDA

Quem não pensou em comida!? É… vir visitar Roma não combina com dieta… não mesmo! Três palavras fundamentais – Massas, pizzas e sorvete! Depois dessas vem vinhos, queijos e saladas mediterrâneas… Basicamente é isso. Tenho paixão pela ‘cucina laziale’ – aqui da região do Lazio, mas a minha queridinha é a penne alla rabiatta. A característica dessa cozinha é a simplicidade, geralmente são três ingredientes básicos que bem misturados ficam dos céus. A minha queridinha é composta por alho, tomates e pimenta vermelha – como até morrer, juro, até sentir que vou explodir (e me sinto mal por dizer isso, já que fazer isso é muito feio!). Ainda temos a pasta caccio peppe, composta de queijo de ovelha (muito normal aqui na Italia) e pimenta preta.

Next Stop Roma 5

Eu não como carne vermelha, nem frango, e aqui é o paraíso para o meu tipo de alimentação. A maioria esmagadora da carne vermelha consumida na Itália vem das américas, logo, é muiiiito caro e a qualidade não é boa, então, eu diria que não comer carne aqui é um ponto muito positivo (não só para saúde e consciência) para o bolso. Em compensação vejo o pessoal se lambuzando nas tábuas de salame e queijo – sim, o salame é top – (já sabiam os descendentes de italianos do RS).

Não sou vegana, nem próxima disso, (ok, Tyssi, sem discussões morais contigo mesma no meio do texto) continuando… uma coisa sensacional é a mozzarella, gente, como é ma.ra.vi.lho.sa. Ela vem em bolotas, não em fatias, são lindas bolotas brancas de queijo fresco, com isso é fácil se viciar na insalata caprese – tomates, mozzarella e manjericão fresco, a preferida dos italianos. No geral, eles lidam muito bem com vegetais – salve a dieta mediterrânea!

OS ROMANOS

Não sei o motivo, quando penso em Romanos a palavra que vem é ‘visceral’. Eles são expansivos, cheios de personalidade, ímpares, intensos, explosivos e nada fáceis. Aqui entra aquela discrepância entre turismo e habitação. No turismo eles precisam do dinheiro que vem de fora, afinal, Roma é sustentada pelo dinheiro que sua história movimenta, por outro, conviver com romanos é complicado.

Sim, eles falam com a mãos;

Sim, eles gritam;

Sim, eles tem ótimos xingamentos;

Sim, acho que eles adoram uma briga.

Sobre isso, já montei uma “tese” na cabeça. Creio que no inconsciente coletivo dos Romanos ainda há resquícios do império, e por isso eles são tão estourados e tem uma certa pró atividade para a ‘guerra’. No meu edifício, que é bem pequenino, já briguei seriamente com uma senhora mal educada que mora dois andares acima. E foi ela que desceu para me xingar, por um único motivo: eu não posso pisar no pátio que fica do lado de fora da minha janela, este qual eu tenho a chave da porta, “porque pertence ao condomínio e é regra e pronto”, preciso dizer que foi uma discussão bem feia e mais de uma vez, ela foi a única que reclamou, ma mi ha rotto i coglioni abbastanza! Meio sem explicações, respirei e pensei ‘deve ser a cultura da guerra’, melhor pensar assim.

Sempre tem um lado bom, quando cria laço com um romano este será deveras teu amigo, pode ficar sem falar, pode viajar, pode pirar, pode tudo, ele vai ser teu amigo, quasi come la famiglia. São raros, mas são bons, acho que como a maior parte das coisas da vida.

Next Stop Roma 6

Amigo Romano e Romanista no jogo da Roma

“QUEM TEM BOCA VAIA ROMA”

Para quem não sabe, esta é a forma correta do ditado. Na época do império o desgosto com alguns imperadores fazia com que a população vaiasse. Os romanos vaiam bastante sua Roma, mas a amam de uma maneira linda, quase como os cariocas com Rio, só que mais. E se entende!

Aprendo diariamente, aprendo sobre diversidade, dificuldade, história, um milhão de coisas. Conhecer pessoas de todos os cantos me torna mais aberta, muito mais. Principalmente agora com a crise imigratória (mas isso não é assunto para agora).

Eu estava cursando um mestrado – comunicazione, media digitale e giornalismo – estudei na Famecos (PUCRS), e o formato de jornalismo deles me parece tão estranho e amador (sem julgamentos) que não consegui continuar e estou no processo de mudança de curso, para outro de comunicação e publicidade. O ano letivo recomeça em outubro. Mas sem dúvida, posso dizer que o academicismo não me ensina tanto quanto o fato de simplesmente estar aqui.

LUGARES

Coliseu – Parada que todo mundo fica eufórico quando pessoal chega em Roma. Por 12 euros tem direito a dois dias de ingresso, divididos entre Coliseu e fórum romano (ruínas da Roma antiga – beeem legal). COMPRE PELA INTERNET!

( http://www.coopculture.it/colosseo-e-shop.cfm )

Chiesa San Giovanni in Laterano – gente, eu amo essa igreja, sério, não sou uma pessoa religiosa, mas quando chego perto dela eu me arrepio toda! Ela foi o primeiro Vaticano. É incrível, é obrigatório, para as meninas assanhadas (hehe) tapem os bracinhos em respeito ao Cristo (na verdade não sei se é isso hahaha mas tem que levar um cachecol, véu ou algo assim) VÁ COMPORTADA, MENINA! Já fui, inclusive, barrada de entrar. É de tirar o fôlego, tem esculturas de QUATRO METROS DE ALTURA dos apóstolos e é uma das igrejas papais, aliás, ela no seu significado representa mais que San Pietro, já que tem o título de Mãe das Igrejas. É sério! É incrível, é linda, É GRÁTIS!

Next Stop Roma 7

Fachada da Igreja, com gopro parece que ela é pequena, mas na verdade é gigante

Vaticano – Bom, acho que não preciso falar muito. Não gosto de ir no museu, obviamente já fui, porque é meio obrigatório, mas acho um pouco claustrofóbico caminhar sem parar em corredores intermináveis com centenas de pessoas… hahaha sem querer desestimular, no geral as pessoas adoram, eu não! É claro que é incrível, eles tem uma coleção genial de obras e mais a capela Sistina, mas não repetirei o passeio tão cedo. A Basílica São Pedro tem filas enormes, mas se pegar um dia e conseguir entrar, é demais, demais mesmo. No subterrâneo tem os túmulos Papais, é algo indescritível de ver. COMPRE PELA INTERNET! (a Basílica é gratuita). 20 euros para os museus.

(http://biglietteriamusei.vatican.va/musei/tickets/index.html )

Porta Portese – Acontece todos os domingos pela manhã o mercado a céu aberto! É muito bom, tem tuuuudo que possa imaginar para vender por preços amigáveis. Esse mercado é gigantesco e é algo pertencente à cultura romana. Inclusive citado naquele filme do Vittorio di Sica (1948), I ladri di Biciclette.

Villa Borghese – Fazendo uma péssima comparação, mas para me fazer entender, é o Central Park de Roma. Pertencia à Famiglia Borghese (praticamente dona de Roma em a partir de 1500). Tiveram até Papa entre os seus – Papa Paulo V (Camillo Borghese). Lugar lindo, limpo, de paz e com um mirante para Piazza del Popolo.

Via del Corso – O lugar das compras, uma rua cheia de negócios de roupas. Começa na Piazza Venezia (aquela do Vittoriano) e termina na Piazza del Popolo.

Ps: O “COMPRE PELA INTERNET” é uma dica muito boa! Tu paga taxas, mas te livra de grandes filas e estresse.

DICAS

Pompi – Il Regno del Tiramisù – Seguinte, é uma confeitaria que se auto denomina ‘O Reino do Tiramisù’, um doce italiano de café que é único e gordamente maravilhoso. OBRIGATÓRIO! Porção individual de Tiramisù 3,50 euros (e pode escolher o sabor entre morango, pistache, banana e o tradicional). Dê uma babada aqui: http://www.barpompi.it/

Next Stop Roma 9

Tiramisù de morango e Profiteroles de chocolate

Yellow Bar/Hostel – Para o pessoal jovem, não estou fazendo jabá, mas me apeguei muito a este bar. É um hostel que possui um bar/discoteca. Hoje já conheço o staff e tal, então tenho um carinho especial. Mas todos intercambistas frequentam, fica perto da estação ferroviária central. Tu conhece gente de TODO o mundo! Tem uma jarra de chopp italiano de 1,5l Poretti que custa 12 euros. Antes da meia noite no subterrâneo tem jogos como beerpong ou twist, depois da meia noite tem dj e festa pra morrer dançando. No hostel nunca fiquei, mas dizem que é ótimo!!!! Detalhe: o bar funciona 24h. Aqui o fb pra dar uma olhada: https://www.facebook.com/TheYellowRome?fref=ts

Next Stop Roma 8

Festa com pessoal de todas as partes

Gelateria La Romana – Dizem as más línguas que é o melhor sorvete de Roma. Gente, o sorvete italiano é um (perdão a palavra) estupro gastronômico. Tu come e chora! É cremoso, com gosto denso e encorpado. http://www.gelateriaromana.com/

Importante: Tente não vir em julho e agosto, o calor é insuportável, não é exagero! São 40 graus! Dificulta passeios e te tira a vontade, assim não consegues aproveitar metade da cidade por causa da indisposição.

Bom, não tem como falar de tudo, Roma oferece muitas coisas, esse texto é uma super síntese de tudo que este lugar pode oferecer. Espero que tenham gostado.

No meu snapchat (tyssividaletti) tento falar um pouco mais sobre meu dia a dia por aqui, os pontos turísticos e curiosidades, no instagram (tyssividaletti) coloco imagens. Sempre com a minha visão particular, claro. Valeu!!!