intercâmbio

  09/06
 

Viajar é uma das coisas mais deliciosas do mundo. A prova de que todos gostam de desbravar o mundo é que, quando perguntamos para alguém “o que você faria se fosse milionário?”, geralmente ouvimos “viajaria pelo mundo”. Porém, não precisamos abandonar tudo e vender a casa para fazer isso. De pouquinho em pouquinho, podemos ir viajando e conhecendo cenários maravilhosos. E já que é por etapas, aqui vai uma lista de dez lugares para conhecer antes dos 30 anos.

Não, calma. Ninguém aqui está dizendo que não podemos viajar depois dos 30. A questão é que a idade marca uma passagem importante para muitas pessoas, e nada melhor do que essas listinhas para impor algumas metas motivantes.

VLIFESTYLE - 10 LUGARES PARA CONHECER ANTES DOS 30

01. Barcelona – Espanha

Barcelona

02. Rio de Janeiro – Brasil

Rio de Janeiro - cidades brasileiras mais visitadas

03. Machu Picchu – Peru

Machu Picchu

04. Las Vegas – Estados Unidos

Las Vegas

05. Cancún – México

Cancun

06. Gold Coast – Austrália

Gold Coast

07. Amsterdã – Holanda

Amsterdan

08. Londres – Reino Unido

Londres VLIFESTYLE

09. Dublin – Irlanda

Dublin

10. Phi Phi Island – Tailândia

Phi Phi Island - Thailand

 







  03/03
 

Os Estados Unidos estão no topo da preferência de muitos jovens que decidem fazer intercâmbio. Por ser um país de grande extensão territorial, há diversas culturas, paisagens e sotaques para serem explorados. Porém, o Texas (especialmente Austin) talvez não seja o primeiro destino a ser lembrado pelos viajantes.

O segundo maior estado norte-americano em tamanho (maior entre os 48 estados continentais) e também com a segunda maior população normalmente é lembrado por cowboys e cenas de faroeste. Mas a estudante de Jornalismo Carolina Serrano afirma que não é bem assim. A jovem fez intercâmbio em Austin e contou um pouco dessa experiência pra gente.

next stop - Austin

País: Estados Unidos.

Cidade que morou: Austin, Texas.

Documentação exigida: Passaporte e visto de estudante americano.

Quanto tempo ficou? 10 meses.

Qual idade tinha? 16 anos.

Qual objetivo da viagem? Conhecer e vivenciar a cultura americana, além de conhecer pessoas e adquirir fluência na língua inglesa.

Como foi o curso? Estudei na escola de ensino médio Jack C.Hays High School durante um ano letivo. Cursei quatro matérias obrigatórias exigidas pelo MEC (álgebra, literatura inglesa, história americana e física) e algumas matérias extra curriculares como fotografia, culinária, espanhol, dança e teenleadership. O que mais me chamou atenção, além da estrutura da escola pública americana, foi a oportunidade de escolher matérias que eu desejava estudar e que seria impossível com a grade curricular fixa e obrigatória que existe no Brasil.

Por que escolheu esse destino? Escolhi os Estados Unidos pois sempre tive interesse em conhecer e entender a cultura americana.

Trabalhou? Se sim, como foi? Fiz alguns trabalhos voluntários pela própria agencia de intercâmbio, a CCI Greenheart, o que me ajudou a conhecer novas pessoas e a ter contato com diferentes culturas.

Qual época do ano foi? De agosto a junho, que é o período do ano letivo americano.

Cidades que visitou: Visitei algumas cidades no Texas como San Antonio, Dallas, San Marcos, South Padre Island entre outras. E também visitei Oklahoma City, Nova Iorque, Los Angeles e São Francisco.

Viajou em grupo? Não.

Que tipo de hospedagem utilizou? Fiquei hospedada na casa de uma família americana.

Como organizou a viagem? Organizei a viagem com a ajuda dos meus pais e a agência de intercâmbio CI (Central de Intercambio) em Campinas.

Como era a alimentação? Não acho que seja impossível ter uma alimentação saudável nos Estados Unidos, mas normalmente a base da alimentação americana são produtos prontos e fast food. É uma alimentação prática (e gostosa), porém rica em sódio e carboidratos. Ganhei 12kg nos 10 meses que morei lá e perdi esses quilos em menos de três meses no Brasil.

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Me relacionei não só com americanos, mas também com muitos mexicanos, que são grande parte da população texana. Tive um relacionamento muito bom com a maioria das pessoas que conheci. É muito interessante tentar entender modos de pensar tão diferentes.

O que mais gostou? Vivendo em Austin, a capital da música, é impossível não se apaixonar pelos milhares de shows e festivais musicais que a cidade proporciona, além de diversas atividades ao ar livre.

O que decepcionou? Muitos intercambistas criam a ilusão de que a família hospedeira será como uma “segunda família”, o que geralmente não acontece. Porém, não sei se devo considerar isso uma decepção já que ter problemas com host family é muito mais normal do que se possa imaginar.

O que surpreendeu? O estado do Texas de maneira geral me surpreendeu. Acredito que não só eu, mas grande parte dos brasileiros têm certo preconceito com o estado. No programa de intercâmbio que fiz eu só pude escolher o país para onde eu desejava ir, o estado e a cidade dependeriam da faília que me escolhesse. Quando recebi a notícia de que meu intercâmbio seria no Texas, a princípio, fiquei decepcionada. Hoje, tenho certeza de que não poderia ter ido para um lugar melhor.

Qual lugar um turista tem que visitar? Austin possui vários pontos turísticos e festivais famosos também. Os meus preferidos são sem dúvidas o Lady Bird Lake, que é um lago no centro da cidade onde amigos e familiares se reúnem para andar de caíque, canoa ou stand up paddle. E o festival SXSW que acontece anualmente em março e junta cinema, música, conferências e debates na semana mais esperada por todos na cidade e região.

Quanto gastou em média? Além do valor do intercâmbio, meus pais costumavam me enviar uma media de 400 dólares por mês.

Voltaria? Com certeza, pretendo voltar nos próximos anos.







  10/02
 

Bom dia! O Next Stop desta semana está mais do que especial! Luana Costa, mais conhecida como Lubb, fez intercâmbio em Santa Barbara, Estados Unidos, e contou um pouco dessa experiência. Confesso que essa entrevista mexeu comigo porque eu e ela fomos colegas lá na California. Já aviso que estou em algumas fotos, com 7 kg a mais!

santa barbara

País: Estados Unidos

Cidade que morou: Santa Barbara

Documentação exigida: Passaporte, I-20 e visto de estudante.

Qual idade tinha? 17 anos.

Quanto tempo ficou? 4 meses.

Qual objetivo da viagem? Estudo e passeio.

Como foi o curso? Estudei na EF School. Achei o curso muito bom!

Por que escolheu esse destino? Estava em dúvida entre Estados Unidos (Califórnia) e Canadá, mas quando comecei a ver as fotos escolhi a Califórnia rapidinho. E a cidade escolhi por não ser muito grande (sempre morei em cidade pequena) e também porque achei linda.

Trabalhou? Não.

Qual época do ano foi? Cheguei dia 5 de janeiro de 2012.

Conheceu outras cidades nesse país? Sim: San Francisco, Orange, Los Angeles e Las Vegas.

Viajou em grupo? Fui sozinha, mas lá viajávamos em grupo.

Que tipo de hospedagem utilizou? Casa de família.

Como organizou a viagem? Sempre quis ir, então um dia comecei a pesquisar, escolhi o destino e mostrei para meus pais com tudo pronto. Então fui atrás de visto e de toda a documentação necessária.

Como era a alimentação? No começo estranhei. Mas depois gostava de tudo e acabei voltando com 10 kg a mais! Porém sentia muita saudade de carne, churrasco, feijão e arroz.. comida de casa mesmo.

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Ótimas pessoas. Por Santa Barbara ser uma cidade pequena, os vizinhos e comerciantes me conheciam e cumprimentavam.. sempre muito gentis.

O que mais gostou? Dos lugares que conheci e dos amigos que fiz.

O que menos gostou? Acabou muito rápido.

O que decepcionou? A casa de família não era bem o esperava.

O que surpreendeu? A hospitalidade da cidade.

Qual lugar um turista tem que visitar? Conheci muitos lugares lindos. Em San Francisco tem que visitar a Golden Gate e em Los Angeles o famoso letreiro de Hollywood.

Voltaria? Com certeza!

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  20/01
 

Uma das 20 maiores cidades do planeta, a capital da Argentina possui um charme sem igual. Buenos Aires traz uma arquitetura com ar europeu e inúmeras atrações culturais, sendo a cidade com mais teatros no mundo.

A jornalista Giuliana de Toledo estudou um semestre em uma universidade portenha e contou pra gente um pouca dessa experiência.

Buenos Aires - Rosedal

País: Argentina

Cidade que morou: Buenos Aires

Documentação exigida: Para ficar mais de 90 dias, é preciso tirar visto de estudante. Pode ser pedido no consulado, ainda no Brasil, ou já estando na Argentina.

Quanto tempo ficou? Um semestre.

Qual idade tinha? 19/20 anos (completei os 20 lá).

Qual objetivo da viagem? Mobilidade acadêmica.

Como foi o curso? Estudei um semestre de jornalismo na Universidade Católica Argentina (UCA). É umas universidades privadas mais tradicionais de lá, com um perfil bem conservador e muito exigente no ensino.

Por que escolheu esse destino? Já estudava espanhol há alguns anos e sempre fui meio encantada por Buenos Aires.

Trabalhou? Se sim, como foi? Não, só estudei.

Qual época do ano foi? De fevereiro a agosto de 2010.

Cidades que visitou: La Plata e Rosario.

Viajou em grupo? Sim, com amigos que fiz lá.

Que tipo de hospedagem utilizou? Hotel.

Como organizou a viagem? Peguei dicas com amigos e pesquisei na internet, mas foram viagens curtas, fáceis de organizar.

Como era a alimentação? As carnes, como se sabe, são uma delícia. Eu também comia muitas empanadas, pizzas e… comida chinesa. Nas últimas décadas, muitos chineses se mudaram para a Argentina e abriram, principalmente, supermercados e restaurantes. A comida é ótima e muito barata.

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Fiz bons amigos na faculdade e na república onde morava, mas, em comparação à recepção super calorosa que os brasileiros dão aos intercambistas que vêm para cá, os argentinos são bem menos interessados em ajudar o estrangeiro.

O que mais gostou? De conviver com pessoas de muitas partes do mundo, na faculdade e na casa onde morava. Traz muito amadurecimento e aprendizado essa troca.

O que menos gostou? A relação aluno-professor. São culturas muito diferentes. No Brasil, em sala de aula, geralmente, todos se tratam pelo primeiro nome. Lá, em geral, pelo sobrenome. Existe uma formalidade muito grande, que não me agrada.

O que decepcionou? A velocidade com que o tempo passou. Um semestre não é pouco, mas, logo que se chega, parece que tudo vai ser mais duradouro. No fim, acaba depressa, sem a gente sentir.

O que surpreendeu? Ter que usar roupas formais nos dias de prova na faculdade. É uma tradição por lá. Os meninos vão de camisa social, terno. As meninas podem ir de tailleur ou coisa do tipo. Ah, e muitas provas são orais.

Qual lugar um turista não pode deixar de visitar? São muitos, mas escolho a feira de San Telmo, aos domingos. É a feira mais bonita do bairro onde eu morava. Tenho saudade.

Quanto gastou em média? A inflação argentina é galopante. Na época, vivia muito bem com uns mil reais por mês. Hoje já acho difícil.

Voltaria? Com certeza. Adoraria estudar lá outra vez.







  23/12
 

Bom dia! As férias já chegaram e a temporada de intercâmbio está aí. Como ocorre uma semana sim e outra não, viagem de estudos é o assunto do Next Stop. A estudante de Jornalismo Luiza Menezes estudou quase seis meses em Vancouver, no Canadá, um dos destinos mais procurados pelos brasileiros para pretendem aprimorar o inglês. Confira as dicas da moça!

Whistler - Canadá (Vancouver))

País: Canadá

Cidade que morou: Vancouver

Documentação exigida: Em Porto Alegre não tem consulado canadense e tive que contar com os serviços da Top Vistos para dar conta de toda a papelada. Foi preciso preencher uns três formulários, ter a carta da escola comprovando a minha matrícula e como não iria trabalhar lá, precisava mostrar como e quem iria me auxiliar. Então foi preciso que meu pai mostrasse cópias dos contra-cheques dos três últimos meses antes do pedido do visto. Foi bem tranquilo até, chegou um mês antes da viagem. Sei de duas pessoas que tiveram problemas e tiveram que atrasar alguns dias a viagem.

Quanto tempo ficou: Cinco meses e meio.

Qual idade tinha: 22 anos.

Qual objetivo da viagem? Aprimorar o inglês, conhecer outra cultura e viajar.

Como foi o curso? Estudei inglês todo o período que estive em Vancouver. Optei pela escola ILAC (International Language Academy of Canada), uma das melhores escolas, tem várias sedes no Canadá, ouvi boas referências e quando estava planejando a viagem a escola era a mais completa.

Por que escolheu esse destino? Algo que levei em conta na escolha do local foi a questão da educação e “aceitar outras culturas”. Os canadenses aceitam muito bem outras culturas e respeitam elas, não é atoa que muitos asiáticos e árabes decidem morar no Canadá. A questão preconceito quase não existe.

Trabalhou? Se sim, como foi? Decidi que não queria trabalhar, resolvi dar um tempo. Tranquei a faculdade (tinha algumas dúvidas quanto ao curso) e fui viajar para me dedicar a outra língua e aproveitar.

Qual época do ano foi? Viajei em julho, verão ainda para eles, e voltei em dezembro, início do inverno.

Cidades que visitou? Além de Vancouver, visitei Whistler e outras cidades do interior quando fiz o passeio a “Rocky Mountain” (Banff, Jasper…) Vancouver é uma cidade muito turística, tem muitos parques, museus e praias, também. Além disso, é uma cidade boêmia têm muitas opções de bares e noite. Era muito difícil ficar sem fazer nada.

Viajou em grupo? Não. Fui sozinha e fiz amizades pelo caminho hehehe

Que tipo de hospedagem utilizou? Morei todo o tempo em homestay. Minha família canadense é maravilhosa, tive muita sorte!

Como organizou a viagem? A primeira escolha que tive que fazer foi em relação a agência de viagem e optei pela CI (Central de Intercâmbio), que me auxiliou e tirou todas as minhas dúvidas. Depois disso, escolhi a escola e busquei informações sobre o que fazer na cidade e entrei em contato, ainda no Brasil, com a casa onde iria morar. Mas na verdade nem tinha organizado muito com o que ia visitar lá ou fazer, pois tinha bastante compromissos  no Brasil antes da viagem. Então, foi tudo bem corrido no final.

Como era a alimentação? No pacote da minha viagem incluía café da manhã, almoço e janta (tudo preparado pela família). O café da manhã era sempre cereal e leite, mas na minha casa você tinha liberdade para preparar o que quisesse. O almoço era bem diferente, lá eles não tem a mesma refeição que nós aqui no Brasil, é sempre algo mais leve, menores porções, e eu sempre tinha como almoço sanduíche. A janta, para eles, é a refeição mais importante. Era comida “de verdade”: massa, arroz (fiquei numa casa de descendentes de italianos), carne e salada. Quando não jantava ou quando não precisava levar almoço (dependendo da atividade da escola) eles sempre pediam para avisar para não ter que preparar algo e tal.

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Eles são muito educados. Tem uma brincadeira que eles mesmo falam: quando um canadense vai para os Estados Unidos você o reconhece logo (e não é nem pelo sotaque) porque eles dizem desculpa e com licença. E eles são solícitos também. Me “perdi” duas vezes na primeira semana que estava lá e quando pedi informação na rua me deram e me auxiliaram. Mesmo assim, eles estranham um pouco o jeito brasileiro de ser, de sermos muito próximos. Tem a questão do abraço, do beijo no rosto, de tocar nas pessoas, isso não é muito comum deles e de outras culturas.

O que mais gostou? Muito difícil essa pergunta! Mas gostei muito de ter feito Hike (no verão, porque no inverno é tudo coberto de de neve). Foi uma baita caminhada, cansamos um monte, levamos uma hora e meia ou mais para chegarmos até o topo, mas foi muito legal. Uma das melhores atividade que fiz na cidade.

O que menos gostou? Vancouver é um deserto chuvoso, a qualquer momento pode chover. Isso não impede de fazer suas atividade, pois não é aquela chuva torrencial daqui do Brasil. Mas, faz com que você tenha sempre por perto uma jaqueta de chuva ou guarda-chuva.

O que decepcionou? O que me deixou triste foi o fato da minha homestay ter sido assaltada e tive o meu netbook roubado. Aí a gente percebe que o Canadá (e outros países desse nível) também tem problemas. Mas quem ficou muito mais chateada foi minha hostmother.. ela não sabia o que me dizer, ficou muito mal, pedia desculpas e dizia que isso nunca tinha acontecido antes.

O que surpreendeu? O trânsito de Vancouver era um pouco confuso para mim. Fiquei assustada no início porque carros e ônibus paravam no meio do cruzamento para poder dobrar e tal. Mas eles se entendiam e só vi dois acidentes de carro lá.

Qual lugar um turista TEM que visitar? Granville Island Public Market (o mercado público deles é demais e tem vários restaurantes bons); Stanley Park (ele é localizado em Downtown e você pode contornar todo o parque andando de bicicleta, roller ou caminhando; e o Canada Place (um mega centro de eventos deles que, também, é próximo ao porto onde os cruzeiros param e tem uma vista é linda).

Quanto gastou? Tirando os gastos que tive lá, o investimento foi aproximadamente 24 mil reais.

Voltaria? Não vejo a hora de voltar! Sinto muita falta de lá!

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