turismo

  16/12
 

Oito quilômetros de praias com areia branca e mar de um azul para ninguém botar defeito. Assim podemos descrever a capital turística da República Dominicana, Punta Cana. O cartão postal faz parte do famoso arquipélago das Grandes Antilhas na região do Caribe e conta com mais de 30 resorts no sistema all-inclusive. Gostou? Então lê a entrevista com a estudante de Relações Públicas Lize Ramão que adorou a experiência nesse local paradisíaco.

Punta Cana

Cidade e país: Punta Cana, Republica Dominicana

Quanto tempo ficou? 8 dias

Qual época do ano foi? Na última semana de novembro. A alta temporada é de dezembro a abril, mas o ano todo é calor.

Que idade tinha? 22 anos

Por que escolheu esse destino? Escolhemos esse destino por ter o mar azul turquesa!

Quais são os documentos necessários? Passaporte. Na chegada, no aeroporto de Punta Cana, pagamos uma taxa de turismo de 10 dólares.

Viajou sozinha ou em grupo? Viajamos entre 4 casais e foi super divertido! O bom de viajar em grupo é que tudo vira uma grande festa. Mas claro, todos têm que estar na mesma sintonia… sem cobranças e hora certa para tudo, pois rotina é o que menos queríamos lá. O nosso grupo é maravilhoso e com certeza mais viagens virão!

Que tipo de hospedagem utilizou e como foi? As hospedagem são resorts e ficamos no Grand Palladium Bavaro SPA e Resort. É um complexo gigantesco, que tem mais dois resorts juntos, no qual todos os hóspedes podem frenquentar restaurantes e piscinas (com algumas exceções). Se hospedar em um resort é demais, não nos preocupamos com nada. Tinhamos tudo ao nosso dispor: comida, bebida, boate, quadra de futebol e tênis, brincadeiras na piscina, jogo de vôlei na praia, zumba no meio da tarde, música ao vivo (todas as noites), SPA, lojas de artesanato, banheira de hidromassagem no quarto e até pantufa.

Como foi a alimentação? Dê dicas. A alimentação foi um show a parte. Se você gosta de provar sabores diferentes, está no lugar certo! Pela manhã, tem dois restaurantes que servem um café da manhã mega variado, agrada a todos os tipos de paladares, desde os mais “esfomeados”, tradicionais e a turma da geração saúde. O almoço era buffet (dois restaurantes que tem esse serviço), com muitas comidas variadas, carnes vermelhas e brancas, frutos do mar, pizza, saladas de todos os gostos e de sobremesa tinha sorvete na casquinha! Mas o melhor era o jantar! Cada noite fomos num restaurante temático: mexicano, espanhol, mediterrâneo, japonês, italiano, casa das carnes e o brasileiro. A maioria dos restaurantes têm decoração que lembre o seu local de origem: no italiano tinha música e a decoração mais romântica; no mexicano além das pimentas, tinha o famoso chapéu e cactos; no japonês o cozinheiro fazia a comida na nossa frente; e o restaurante asiático tinha toda aquela mística do mundo oriental (música, incensos, mesas baixas, bambus, etc)

O melhor restaurante foi o mediterrâneo! O melhor bacalhau com fios de azeite de olivia, uma delícia!

O brasileiro deixou a desejar. O churrasco, além do sal, vinha com temperos locais e isso deixou a carne com um gosto muito estranho.

Como foi o contato com a cultura local? Dentro de complexo existem 2.500 funcionários dominicanos e fora os vendedores ambulantes que ficam na praia. Conseguimos conversar bastante com eles, perguntar a opinião sobre o Brasil e apesar da República Dominica ser um país com bastante problemas, o seu povo não perde a alegria e o sorriso no rosto, como nós brasileiros.

Um lugar que todo turista tem que visitar: Ilha Saona e as piscinas naturais. É um encanto, mar azul e sem ondas. Antes de chegar na ilha (onde dizem que gravaram algumas cenas da Lagoa Azul) paramos em uma piscina natural, onde a água ficava até a cintura e tinha estrelas do mar. Esse passeio custa em média 105 dólares. Fomos também ao comércio local da praia do Bavaró, onde tinha várias lojinhas de artesanato. Com alguns valores mais em conta, diferente dos preços dentro do resort.

Punta Cana - Ilhas Saona

O que mais gostou: Os restaurantes temáticos, agilidade no atendimento dos bares e o carinho que os dominicanos têm pelo Brasil.

O que menos gostou: A abordagem dos vendedores do comércio local. Eles chegam abraçando e te empurrando para dentro das lojas e caso você esteja dentro de outra loja, eles ficam te esperando na rua.

Algum lugar te decepcionou? Não.

Voltaria? Claro!!

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  02/12
 

Sem dúvidas, um dos países da América do Sul com a história mais atraente é o Peru. Berço do Império Inca, o território peruano faz divisa com Brasil, Equador, Colômbia, Bolívia e Oceano Pacífico e possui um dos destinos mais procurados por turistas aventureiros: Machu Picchu, antiga cidade Inca no meio nos Andes.

Segundo historiados, o fim dessa civilização se deve à chegada da varíola, doença infecto-contagiosa classificada como uma das mais devastadores da história da humanidade e que foi considerada erradicada em 1980 pela OMS. O vírus teria gerado uma mortandade generalizada e sucessivos conflitos entre os Incas, que logo foram conquistados pelos espanhóis.

Agora que você já sabe um pouquinho sobre o povo Inca, confira a entrevista com a relações-públicas Luiza Guedes que já visitou o local.

Peru - VLIFESTYLE

País: Peru

Cidades: Lima, Cusco, Machu Pichu, Aguas Calientes, Puno, Uros, Taquile

Quanto tempo ficou: 10 dias

Qual época do ano foi: Julho

Que idade tinha: 18

Qual objetivo da viagem e por que escolheu esse destino: Era um antigo sonho do meu pai, conhecer  essa cultura originária da América, anterior ao descobrimento. O objetivo principal foi percorrer a Trilha Inca até a cidade de Machu Picchu.

Quais são os documentos necessários: Passaporte e carteira de vacinação internacional. (Na época, exigiam contra febre  amarela).

Quanto gastou em média: 5 mil reais por pessoa

Viajou sozinha ou em grupo? Eu e minha família (pai, mãe e irmã).

Peru 6

Que tipo de hospedagem utilizou e como foi? Hotéis 3 estrelas (e excelentes!)

Como foi a alimentação? Que tipo de lugares foi para comer? Dê dicas: Saladas, carnes e peixes deliciosos. Usam  quinoa em tudo. O pão é diferente e os doces são também, tudo muito peculiar. Há grande oferta de restaurantes. Prefira os mais  caros porque são mais limpos. Não aconselho comer na rua porque a higiene é péssima.

Como organizou a viagem: Através de uma agência que providenciou tudo (pagamentos, boletos, contato e suporte junto  a  outras agências no Peru).

O que mais gostou: Ah, difícil responder. A cada instante mais e mais beleza, história, cultura. A  possibilidade  de  cruzar  a  pé os caminhos dos antigos povos, caminhos milenares  e tudo o que  se encontra  no  percurso: sítios arqueológicos, mirantes  incríveis,  paisagens espetaculares,  as  pessoas, as roupas,  as lhamas , alpacas, burrinhos,  Machu Picchu  é um sonho palpável. A cidade de Cusco é um museu a céu  aberto! Muita  arte e conhecimento e o artesanato lindíssimo e barato. Em Lima é muito legal ver  o oceano Pacífico e a altura do barranco. Mas acredito que o que mais gostei foi estar na cidade de Machu Picchu e compartilhar esse momento inesquecível junto a minha família!

O que menos gostou: O desgaste  da caminhada, mas vale cada passo.

Como foi o contato com a cultura local? Para mim foi muito interessante, pois a cultura é totalmente diferente da nossa. Tanto as pessoas, quanto a própria cidade histórica e os espaços culturais. Foi muito incrível conhecer a cultura Inca!

Um lugar que todo turista tem que visitar: Além de Cusco e Machu Picchu, naturalmente as ilhas flutuantes do Lago Titicaca.

Algum lugar te decepcionou? Sim, as piscinas em Aguas Calientes. Acho que escolhemos a mais suja (ao menos a água era quente). Não havia ducha e tivemos que voltar para Cusco (5 horas de trem) sem banho. Não gostei!

Voltaria? Não. Tenho muitos outros destinos.

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  04/11
 

“Fui para Marrocos em junho de 2010, com 23 anos recém feitos, e passei uns 5 dias, mais ou menos. Estava estudando jornalismo em Múrcia, na Espanha, por seis meses através do Programa de Mobilidade Acadêmica promovido pela PUCRS. Já havia feito inúmeras viagens pela Europa no tempo em que fui intercambista, até porque tem que aproveitar quando se mora por lá – e tem visto de estudante!

Marrocos 13

Muitos dos meus amigos intercambistas já tinham ido pra Marrakesh, até porque é perto da Espanha e não exigiam documentos além do passaporte com o visto de estudante. Lá também é fácil de ir porque se fala muitas línguas fluentemente: espanhol, árabe, inglês e francês. Então, decidi que minha última viagem antes de voltar para o Brasil (minha volta estava programada para dia 24/06), seria ir para o Marrocos. Eu sempre fui apaixonada pelo mundo árabe (inclusive tenho uma tatuagem em árabe no antebraço, que significa “a libertada”), e achei que seria uma ótima despedida do meu intercâmbio.

Eu e uma amiga minha, que também era intercambista e estava morando comigo, decidimos ir pra lá tão logo quando voltássemos do leste Europeu. Foi uma loucura, porque voltamos da Polônia e só tivemos tempos de trocar as roupas da mala, lavar outras roupas sujas, dormir um pouco e voltar para o aeroporto, hahaha! Nisso, a Tay chamou dois amigos mexicanos para ir conosco: Fernando Zambada e Ivan Félix. Eu os conhecia das festas, mas foi uma ótima oportunidade de conhecê-los melhor.

Os meninos tiveram um papel importante nessa viagem, pois muitas vezes ouvimos que o melhor a se fazer era ir para Marrakesh acompanhada de homens– por questão de segurança. 

Como todo Erasmus (como é chamado o programa de intercâmbio na Europa), as viagens são sempre limitadas em quesito financeiro. Compramos nossas passagens pela RyanAir, conhecida por oferecer passagens muito baratas – mas com o contraponto de apenas podermos levar uma bagagem de mão contendo 10kgs. Isso sempre torna a viagem desafiadora e até mesmo engraçada, porque perdi o número de quantas vezes tive de vestir várias camadas de roupa para aliviar o peso da mala!

O voo foi rápido, acho que umas 3 horas apenas. O interessante é que Marrakesh tem o aeroporto mais bonito que eu já vi em questão de design e estrutura, e não podíamos tirar fotografias lá, pois a fotografia na religião deles é considerada como um ato que “rouba” a alma do indivíduo. Não sei se era apenas um boato, mas não quisemos arriscar, visto que um policial repreendeu uma conhecida nossa quando ela fotografou o aeroporto.

Enfim, pegamos um ônibus que saía do aeroporto e nos levava ao centro da cidade. Pudemos ver as paisagens nesse meio tempo, o que foi demais! Incrível como tudo tinha a mesma cor nas construções: aquele rosa, meio terroso. Além disso, as estruturas tão clássicas dom mundo muçulmano contrastavam com parte da cidade moderna: de um lado, prédios de argila e do outro, um KFC.

Marrocos 7

Como os meninos mexicanos estavam bastante informados sobre Marrakesh, eles garantiram que chegaríamos lá e encontraríamos uma hospedaria. Devo dizer que foi bastante arriscado o que fizemos, mas tivemos a sorte de encontrarmos um marroquino que era guia e trabalhava de forma freelancer na praça central onde descemos do ônibus. Ele falava todas as línguas, mas em espanhol o que ele mais sabia dizer era “confianza” e “muy barato”! Ele nos levou para uma hospedaria bem simples, mas que tinha o que precisávamos: camas limpinhas e banheiros, afinal de contas. Largamos nossas malas e saímos pra buscar uma agência de viagens pra fazer o principal passeio planejado: acampar no Saara.

Caminhamos um pouco com o nosso guia particular enquanto ele mostrava a cidade e nos mostrava algumas agências para pesquisarmos valores. No final das contas, fechamos o pacote com um grupo que cobrou 50 euros por pessoa por toda a viagem e alimentação – mas lembrando: TUDO pode ser negociado em Marrocos! Na verdade os valores não mudavam muito de agência pra outra, mas os rapazes foram tão simpáticos conosco que fechamos o negócio. Sairíamos as 8 da manhã do dia seguinte em um ponto de encontro na Medina (que é um centro comercial principal da cidade).

Depois disso, fomos almoçar. O restaurante tinha construção muito tradicional, cheia de arcos e com um jardim a céu aberto no centro com uma fonte – era de cinema! Podíamos escolher a mesa, então optamos por uma que estava em torno de lenços, véus e almofadas muito características do país. Lembro que comemos cuscuz com frango (nunca havia experimentado – e era ÓTIMO), havia muita salada de tomate com azeitonas e muitos grãos. Mas o que me chamou mais a atenção foram as frutas de sobremesa: simplesmente as frutas mais deliciosas e doces que alguém pode provar: melão, melancia, abacaxi. E além disso, o clássico chá de menta marroquino (tradicional maneira de dizer que você é bem-vindo!).

Falando do passeio que resultaria no acampamento, saímos de um café na Medina em uma van com outros viajantes de várias partes do mundo. O café estava incluso no pacote, a propósito. Havia duas opções de café da manhã: torradas ou omelete. Ambos pareciam ótimos, mas sempre recomendo comer torradas por ser um alimento mais leve quando vai se viajar de carro/van/ônibus/etc. A van percorre a cordilheira dos Atlas e que tem MUITAS curvas durante o caminho. Outra recomendação é algum remédio para enjoos, pois não é incomum os viajantes sentirem desconfortos.

Marrocos 2

Durante o caminho, que durou cerca de umas 8 horas, paramos algumas vezes pela cordilheira para tirarmos fotos, algumas vezes parávamos em pequenas vendas para comprar água e esticar as pernas. Uma das pausas mais memoráveis foi em uma vila da Kasbah (aquelas construções de argila seca que sempre vemos nos filmes). Lá havia um pequeno comércio de tecidos e restaurantes. Em outra pausa, passada do meio-dia, almoçamos cuscuz (de novo, porque é a comida típica para apresentar a estrangeiros) e seguimos para o último destino antes de ingressarmos no deserto propriamente dito: os camelos.

Marrocos 9

A van nos deixou em uma loja que vendia tecidos para enrolarmos nossas cabeças para protegermos nossos narizes da areia e vento (e, acredite, você precisa fazer isso), e nos abastecermos de água – afinal, dali por diante seria um caminho no deserto: logo, sem água por perto para vender.

água no kasbah

Nosso grupo subiu nos camelos e andou por uma hora e meia no Saara, até chegar próximo da Argélia. Nesse meio tempo, vimos o sol se por numa imensidão de areia. É difícil descrever sensação parecida.  Andar de camelo não é confortável. Mas foi uma experiência única.

Já era noite quando chegamos a um aglomerado de tendas pretas, com uma maior ao centro. Na tenda maior era o salão onde comíamos e tivemos uma divertida apresentação de danças e cantos árabes. Nas menores, nos dividíamos em grupo para dormir. Quem ainda estava extasiado com a viagem (como eu e meus amigos), deitavam em dunas próximas às barracas. Os marroquinos enquanto conversavam conosco, tapavam nossos pés e mãos com a areia ainda quente do dia enquanto víamos inúmeras estrelas cadentes (e eram muitas mesmo!) e, pelas 3 da manhã, estrelas vermelhas. Inesquecível.

Dia seguinte tomamos café da manhã, montamos nos nossos camelos (o meu eu lembro que era muito gordo, que amor), e voltamos para encontrarmos nossa van e voltar para Marrakesh. A viagem entre ida a volta ao deserto durou cerca de 3 dias.

Quando voltamos para Marrakesh, decidimos ir às compras. Fomos ao centro comercial (Medina) que é uma praça muito extensa com as tendas de comércio em volta e muitos becos em torno com mais comércio e restaurantes. Descobrimos que lá o pessoal simplesmente AMA brasileiros. Basta falar que é do Brasil que eles se empolgam e falam muito de futebol.  Achei lá a perdição das compras, porque tudo é muito bonito e diferente. Muitos adereços de metal, muitos lenços com estampas lindas. Eu, que adoro a cultura árabe e muçulmana, fiquei encantada e queria levar tudo. Eu sugiro sempre pechinchar – e fiz muito. Eles são negociadores natos e inclusive são capazes de trocar mercadorias com alguma coisa que tu tenha que eles gostem. Por exemplo, eu estava com um relógio muito colorido e vários deles queriam trocar por alguma mercadoria. No meu caso, eu não troquei porque tinha sido um presente da minha mãe, mas se eu soubesse, teria levado várias coisas pra trocar lá. Outra coisa que eles queriam muito era uma camiseta de futebol do Brasil!

No entanto, lá é bom ter cuidado com detalhes. Sendo um povo pobre e que dependem do dinheiro do turismo, alguns acabam te persuadindo a pagar por serviços, como fotos com macacos no teu ombro ou tatuagem de hena. Algumas senhoras me assustaram, pois praticamente me obrigavam a fazer uma tatuagem de hena, hehehe.

Saindo da Medina acho que passei pela situação mais esquisita da minha vida: um jovem marroquino chegou para os meus amigos mexicanos (talvez tenham achado que fossem meus parentes) e disse que queria “me comprar” por 200 camelos. Não foi agressivo, muito pelo contrário. Era um rapaz simpático e foi muito delicado na conversa, mas admito que na hora fiquei apreensiva! No final das contas, levei como um elogio, mesmo.

Acho que o que eu mais gostei da viagem pra lá foram as pessoas. É um povo extremamente simples, mas talvez os mais receptivos que eu já tenha tido contato. E, talvez por ter estado em um lugar com uma cultura e religião totalmente fora do padrão ocidental é que tenha feito essa uma viagem inesquecível. Eu particularmente os acho um povo incrível.

Também pelo fato de eu estar convivendo há meses com culturas diferentes e fora do meu país de origem tenha sido tranquilo em estar em um ambiente “incomum” pra mim.

Recomendo que façam essa viagem ao Saara para acampar. Pode ser difícil e cansativo até lá, mas as paisagens, nascer e o por do sol entre as dunas, as estrelas cadentes, saber em que está no maior deserto quente do mundo… É algo que não tem preço.

Quanto a mim, eu voltaria com certeza – e tomaria muito mais chá de menta, porque aquilo não tem igual!”

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  21/10
 

Um dos lugares mais visitados no mundo, Cancún é o que podemos chamar de paraíso na Terra. Localizado na Península de Yucatán, no México, o balneário é um dos mais divertidos do Mar do Caribe. Não bastasse as praias paradisíacas, o local conta com váriass opções de festas, esportes, restaurantes, compras, etc.

A estudante de Medicina Marina Justi visitou esse destino tão cobiçado e contou como foi a viagem entre amigos. Confira:

Cancún - Marina

Cidade e país: Cancún, México

Quanto tempo ficou: 1 semana

Qual época do ano foi: Fui em julho de 2013, durante as férias. Tem o spring break em abril, mas não fomos pois estavamos em aula.

Que idade tinha: 21

Qual objetivo da viagem: Aproveitar as últimas férias universitárias com as minhas amigas da sala. (No curso de Medicina fazemos uma viagem grande no 4º ano, porque depois não temos mais férias praticamente).

Por que escolheu esse destino: Escolhemos Cancún por ser um lugar de festas, com muitas jovens, além da beleza de suas praias.

Quais são os documentos necessários: Passaporte (o visto é retirado pelo site do consulado mexicano – muito simples).

Viajou sozinha ou em grupo: Grupo, em torno de 10 meninas.

Que tipo de hospedagem utilizou e como foi: Fiquei no Hotel Grand Oasis, quarto triplo com 2 amigas. O hotel é maravilhoso, todos muito preparados para nos ajudar naquilo que era possível. Houve um pequeno problema, além de escolher a quantidade de pessoas na sua acomodação, também escolhe o local dessa acomodação. Sendo que o preço varia, visto que o hotel é muito grande, e lugares mais bem localizados são mais caros. E quando chegamos ao quarto triplo no local bem localizado, não havia cama para 3 pessoas, eles montariam. Então preferimos ficar em um lugar mais longe, porém mais confortável para 3 pessoas e continuamos pagando o maior valor. Com todo o nosso azar, o quarto da minha amiga foi inundado por algum problema do hotel, mas eles pagaram a lavanderia de todos os pertences e as trocaram de quarto. Para quem for, a escolha do hotel é a parte mais importante. Todos os hotéis são longes das festas (tem circular que te levam e te trazem das festas), mas é aonde você aproveita o dia, então é uma escolha bem importante. Vale levar em conta o serviço proposto pelo hotel, a praia privative, as piscinas, atividades diárias e os restaurantes.

Como foi a alimentação? Dê dicas: Quanto a alimentação, a maioria fiz no próprio hotel que era all inclusive. Tinha restaurantes típicos de cada país, entre hamburgueria, frutos do mar, japones, mexicano, churrascaria, italiano, pizzaria. Alguns ficam abertos 24 horas, outros têm horário de funcionamento, e há necessidade de reservar (mas não existe dificuldade). Também depende do plano que você adquiriu para ver quais restaurantes você tem acesso.

Como organizou a viagem: Fechamos a viagem com uma empresa conhecida aqui no Brasil. Escolhemos o hotel baseado em pessoas que já tinham ido e nos deram dicas. Quanto aos passeios, chegando lá, fechamos todas as festas e passeios turísticos com um guia também indicado pelo pessoal que tinha ido no ano anterior. Assim, ele sabia qual dia cada balada ia lotar mais, quais os melhores horários para passeio, e não tinhamos que nos preocupar com nada.

O que mais gostou: Gostei muito das festas! São bem diferentes, cada uma com sua característica e todas bem diferentes das brasileiras. Tivemos Gloow Pop no Senor Frog, que tem um escorregador que cai direto no mar. Fomos em uma bem característica, daquelas que aparecem no Pânico, realmente as pessoas perdem a cabeça! haha Pool Party, sim, nós nadamos as 3 da manhã com direito a coreografias. Vale muito a pena ir e se permitir! Cada balada custa 40 dólares (menos a Coco Bongo, que custa 70).

O que menos gostou: A questão de dinheiro. É muito dificil pagar em cartão. Além disso, tudo que você paga em dólar o troco é dado em peso mexicano, assim perde-se muito dinheiro. E a maioria dos lugares não tem troco para notas altas. Então levem pesos!

Um lugar que todo turista tem que visitar: Pode ser 2? Hahaha Coco Bongo, a melhor balada da minha vida! Além de ter tudo de uma balada normal, tem vários shows durante a noite, é lindo. Chichén Itzá como passeio turístico, fica na Riviera Maya, é longinho para ir, mas compensa. É um baile de cultura! E no caminho tem o lugar do desafio Red Bull, é lindo! Mergulhar de 27 metros de altura!

Qual lugar decepcionou: Isla Mujeres. Compensa somente se você tiver muita vontade de nadar com os golfinhos, porque de resto é bem parado e você só perde o tempo.

Qual lugar surpreendeu: Ah, tudo me surpreendeu para o lado positivo! Mas acho que o Chichén Itzá e a Coco Bongo foram os que mais me surpreenderam. Fizemos também um passeio de jet ski em alto mar, dirigidos por nós e com direito a mergulho em determinado local escolhido pelo guia. Achei bem legal, muita adrenalina!

Voltaria? SIMM!

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  07/10
 

O Next Stop desta semana tem um gostinho diferente que até vale contar. Logo que comecei a planejar o blog, durante um voo de Porto Alegre para São Paulo, tive a ideia de fazer essas entrevistas de viagens e o primeiro destino que veio na minha cabeça foi o Camboja. Uma superamiga visitou o país aumentando minha vontade de conhecer. Divido com vocês a conversa com a estudante de Relações Públicas Gabriela Fraga – e acho que também dividirei o desejo de conhecer esse lugar mágico!

Camboja 1

Cidade e país: Siem Reap, Camboja

Quanto tempo ficou: Fiquei 5 dias. Vim de ônibus do Vietnã e sai de ônibus pra Tailândia.

Em qual época do ano foi: Fevereiro

Que idade tinha quando fez a viagem: 21

Qual objetivo da viagem: Turismo

Quais são os documentos exigidos? Só passaporte e uma quantia em dinheiro

Viajou sozinha ou em grupo: Viajei com três amigos

Quanto gastou: Não sei ao certo, mas muito pouco. Lembro que o quarto de hotel era 7 dólares. E o hostel era mais barato ainda.

Que tipo de hospedagem utilizou: Uma noite em hotel e o resto em um hostel.

Como organizou a viagem: Eu estava morando na Austrália, peguei uma revista sobre a Ásia, pesquisei alguns lugares no google e decidi quais eu queria conhecer. Não teve muuita organização. Reservei só a primeira noite no hostel (sempre faço isso), pois caso não seja bom ou eu queira trocar de lugar eu mudo!

Como foi a alimentação: A comida era boa e estranha ao mesmo tempo.. muuuito apimentada! E era tudo barato. Senti falta de padarias.. lanchonetes.

O que mais gostou: Da magnitude do conjunto de templos de Angkor Wat. Não costumamos a estudar sobre isso no colégio. Então quando nos deparamos com algo tão grandioso e desconhecido, que foi construído a centenas de anos atrás (quando não se tinha nenhuma forma de tecnologia), e é considerado a maior construção de cunho religioso que já existiu, é impossível não se arrepiar!

O que menos gostou: O Camboja possui uma história muito triste, marcada por um genocídio inexplicável e diversos outros conflitos. O povo sofre até hoje. É um país muito pobre. Eu vi a prostituição de perto, pois existe uma cultura de vender as crianças para este fim. Mas há esperança: visitei também um abrigo de crianças formado por uma família brasileira que as tira dessa vida e as cria como filhas.

Qual lugar um turista não pode deixar de visitar: Os templos de Angkor Wat. A imagem de Angkor Wat está por toda parte.. no dinheiro deles, no rótulo da cerveja, em todo lugar!

Por que escolhei esse destino: Um motivo determinante para escolher essa cidade foi porque uma amiga que viajava junto adotou financeiramente uma menina de uma instituição de lá e ela foi conhecer. Foi muito lindo e emocionante o encontro! Aí fiquei com vontade de conhecer.

Voltaria? Pro Camboja não. É uma experiência linda e incrível. Mas é um país com infraestrutura baixíssima. A minha viagem de volta para Tailândia foi muito complicada pela difícil comunicação (ninguém falava inglês). Andamos em dois ônibus diferentes, atrás de um caminhão, em uma van e não conseguíamos entender o porquê que nos trocavam tanto de transportes! Acabamos saindo do grupo e nos perdemos num posto de gasolina, no meio de uma estrada na fronteira da Tailândia. Demoramos um pouco, mas conseguimos nos comunicar por gestos com um taxista que nos levou para Bangkok.

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Fotos: Bruno Lacerda