voluntariado

  31/03
 

Conhecer uma cultura cuja história é riquíssima, fazer novas amizades e ainda por cima receber todo carinho e gratidão de crianças cheias de amor para dar. Foi o que fez a gaúcha Laura Franzoi, que escolheu a Cidade do México para fazer intercâmbio voluntário. Já aviso que a entrevista está linda, não perde!

CIDADE DO MÉXICO - VLIFESTYLE - 3 - Teotihuacan

País e cidade que morou: Cidade do México – México

Qual foi a documentação exigida? Passaporte e Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia.

Quanto tempo ficou? 1 mês e 15 dias.

Que idade tinha? 21 anos.

Qual época do ano foi? Verão, de junho a agosto.

Viajou em grupo ou sozinha? Sozinha, porém vivi e trabalhei com outras 6 meninas (outra brasileira, uma peruana, uma colombiana, uma turca, uma chinesa e uma taiwanesa.

Como organizou a viagem? Planejava um intercâmbio nas férias de julho, para não interromper as aulas da faculdade. Uma amiga que trabalhava na AIESEC me apresentou a ONG e eu resolvi que queria fazer meu intercâmbio com eles. Como eu já tinha escolhido o país, faltava apenas escolher o projeto. Fui entrevistada pelo manager do projeto que escolhi e, a partir daí comecei a pesquisar sobre custo de vida lá, a procurar passagem de avião, fiz uma lista sobre o que deveria levar e outra lista sobre comida brasileira que eu queria levar para que experimentassem.

Que tipo de hospedagem utilizou? Vivi no orfanato onde trabalhei. A diretora do orfanato nos disponibilizou um pequeno chalé do próprio orfanato. Dividíamos dois quartos e um banheiro entre 7 voluntárias, e a limpeza era por nossa conta.

Como era a alimentação? Nos dias de semana as refeições eram feitas no orfanato com as meninas, as cozinheiras faziam a comida e era sempre bem picante e reforçada. Já nos finais de semana livres fazíamos as refeições na rua, o que nos possibilitava comer as mais variadas coisas, desde Mc Donald’s a tacos de vendedor ambulante. A comida no país é salgada e muito bem apimentada, eles têm vários tipos de chiles, e cada um tem o seu grau de “picância”. O mexicano gosta também de por limão na comida. Eles têm diversos tipos de bebidas, por exemplo, água de sabor (é a polpa da fruta, porém se adiciona água e açúcar), suco (polpa da fruta), limonada e laranjada (podem ser com água natural ou mineral, espremendo a fruta e adicionando açúcar), licuado (é a nossa batida).

CIDADE DO MÉXICO - VLIFESTYLE - 10 - Sopes

Por que escolheu esse destino? Desde pequena sonhava em conhecer o México.

Onde trabalhou? Em uma das casas do orfanato Ministerios de Amor, a casa de meninas de 8 a 16 anos, filhas de pais usuários de drogas, presidiários ou moradores de rua. Ministerios de Amor é uma associação altruísta que tem casas espalhadas pelo México (Monterrey, Guadalajara, Cuernavaca e Cidade do México).

Como foi o trabalho voluntário? A nossa função era realizar atividades recreativas, didáticas, culturais e dinâmicas com as meninas, já que estavam entrando em férias escolares. Atividades como esportes, jogos, danças, inglês, aprender sobre as bandeiras dos países de cada voluntária e aprender a localização desses países no Mapa Mundi, dias temáticos sobre o país de cada voluntária, entre outras.

Quando todas as crianças e adolescentes de todas as casas de Ministerios de Amor já estavam de férias, foi realizado um acampamento de verão em Cuernavaca. Nós, voluntários e voluntárias, fomos reunidos para organizar as atividades a serem realizadas e separar as crianças e adolescentes em grupos com cada voluntário (a) sendo seu líder.

O que mais marcou durante esse trabalho? As crianças eram muito receptivas e carinhosas, queriam estar perto da gente sempre, fazendo o que estivéssemos fazendo ou conversar e mostrar suas coisas e seus conhecimentos.

CIDADE DO MÉXICO - VLIFESTYLE - 10 - Orfanato 2

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Maravilhoso. O mexicano, assim como o brasileiro, é muito receptivo, educado e caloroso. Abraça, beija, conversa, sorri, sempre pede licença, agradece, diz “por favor”, diz “saúde” quando alguém espirra mesmo que não seja conhecido. É um povo muito simpático e pronto para ajudar no que for preciso.

O que mais gostou? Gostei muito de trabalhar num ambiente de carência, pobreza e inocência, uma realidade bem diferente da que vivo, penso que todas voltamos para casa um pouco mais humildes e sensibilizadas. Foi maravilhoso também trabalhar com as outras intercambistas, cada uma de uma nacionalidade, nos tornamos grandes amigas. O transporte público é bem acessível e diversificado (táxi, Uber, lotação, ônibus, metrobus, metro), além de ser muito barato. Sobre a culinária, os meus favoritos são os “sopes”.

O que menos gostou? A cidade é muito grande, uma das maiores do mundo, isso dificulta a locomoção, por mais que haja diversas possibilidades de transporte público, além disso o trânsito é um caos, normalmente é sempre engarrafado.

CIDADE DO MÉXICO - VLIFESTYLE - 36 - La Ciudadela

O que surpreendeu? O México tem muitos monumentos históricos, muitos museus, e todos os cidadãos são orgulhosos de cada um desses monumentos e museus. O que surpreende é que eles sabem explicar o que significa cada monumento, cada momento histórico, cada símbolo. É maravilhoso sair pelas ruas com um mexicano, pois qualquer um deles pode ser o teu guia turístico. Em qualquer restaurante, valet parking, estacionamento que se vá, ao ir embora, deixa-se uma propina para o garçom ou para quem lhe atendeu, é como os 10% que nos são cobrados no Brasil, mas diferentemente disso, cada um deixa o valor que julgar correto. Algo muito particular que me surpreendeu, foi eu ter voltado para o Brasil comprometida com um mexicano.

O que decepcionou? O que me decepcionou foi a “quebra” de combinações no trabalho, pois não tínhamos todos os finais de semana nem as tardes livres, como foi combinado. Não tivemos nenhum tipo de instrução da parte da diretora e das tias do orfanato sobre animais perigosos e venenosos que pudessem existir na zona. A janela dos fundos do nosso chalé dava para um terreno baldio com mato alto, como o nosso chalé era muito empoeirado e não podíamos deixar aberto para arejar por conta das meninas do orfanato, deixamos a tal janela aberta e, de madrugada, acordamos com um escorpião caminhando em uma de nós.

Lugares que um turista tem que visitar? Como disse anteriormente, o México é repleto de monumentos, parques, museus, pueblos mágicos, etc. quem viaje ao México não pode perder nenhum deles.

Na Cidade do México: Trajineras em Xochimilco, monumento a La Revolución, bosque de Chapultepec, castillo de Chapultepec, Museo de Antropología, Zócalo da Cidade do México, Museo del Tequila y el Mezcal, monumento Ángel de La Independencia, Palacio de Bellas Artes, Ciudad Universitaria, Museo Frida Kahlo, Museo Tlatelolco, Memorial 68, Plaza de las Tres Culturas, Cineteca, Mercado de Artesanías La Ciudadela, Mercado de Artesanías de Coyoacán.

Nevado de Toluca, Pueblo mágico Tepoztlán, pueblo mágico Taxco, zona arqueológica de Teotihuacán.

Quanto gastou? Ao todo, suponho que 5 mil reais.

Voltaria? Já voltei e voltarei sempre.

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  14/03
 

Next Stop sobre voluntariado é especial, não há o que dizer. Unir todo aprendizado que qualquer viagem traz, com doar um pouco de si, é lindo. E o entrevistado de hoje é o mexicano Luis Alpízar, de 25 anos, que viajou até Nápoles, na Itália, para conhecer outra cultura e deixar sua marca em outro continente. Confira a entrevista e as imagens desse lugar tão lindo!

Nápoles - Voluntários + staff - VLIFESTYLE

País e cidade que morou: Nápoles – Itália

Qual foi a documentação exigida? Passaporte.

Quanto tempo ficou? Entre 40 e 45 dias.

Que idade tinha? 22 anos.

Qual época do ano foi? Verão, de junho a agosto.

Viajou em grupo ou sozinho? Sozinho, mas éramos 10 voluntários no total, um mexicano (eu), um canadense, um indiano, duas turcas, três húngaras, uma francesa e uma chinesa.

Como organizou a viagem? Fiz minha prática social pela AIESEC, uma ONG de jovens estudantes que realiza intercâmbios sociais e profissionais. Uma vez que decidido o destino, comprei a passagem de avião a Roma e investiguei como ir a Nápoles. Juntei informações suficientes sobre o país como: frases de sobrevivência, sistema de transporte, clima, preços, etc. Depois, fiz um roteiro para ir a outras cidades nos dias livres e, finalmente, comecei a preparar uma lista do que iria levar.

Que tipo de hospedagem utilizou? Vivíamos em um “bungalow”, fornecido pelo resort onde aconteceu nossa prática social.

Como era a alimentação? Nos davam café da manhã, almoço com as crianças e jantar com o staff.

Por que escolheu esse destino? Eu buscava um lugar pouco comum e que representasse um salto grande, uma viagem a um lugar mais longe. Quando navegava pelo sistema de projetos da AIESEC, encontrei as práticas a Nápoles, gostei do lugar, da prática e escolhi o projeto.

Nápoles - VLIFESTYLE

Qual o objetivo da viagem? Meu objetivo era viajar sozinho, viver uma experiência internacional, com a oportunidade de deixar a minha marca em uma cultura diferente da minha.

Onde trabalhou? Em um resort que tem uma colônia de férias no verão.

Como foi o trabalho voluntário? Tínhamos que planejar atividades de recreação e entretenimento para as crianças (futebol, vôlei, basquete, caiaque, atividades na piscina, entre outras).

O que mais marcou durante esse trabalho? Penso que foi a participação de crianças que não me conheciam e que, como eram em maioria italianos, tentavam se comunicar conosco para participar das atividades. Cada dia finalizava com um novo pequeno amigo.

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Com os diretores do summer camp o relacionamento foi um pouco difícil, pois não falavam inglês e só nos davam ordens. Porém, com o staff que trabalhava conosco o relacionamento foi muito bom, pois eram jovens e falavam inglês, e, graças a eles, conheci o verdadeiro sentimento napolitano.

O que mais gostou? O que mais gostei foi o lugar onde trabalhei, por ser muito bonito e entre a natureza, a comida fantástica, provei muitos tipos de massa, cada dia um tipo diferente, e a experiência de viajar em trem, visto que a Itália tem um sistema de trens muito completo.

O que menos gostou? O bairro onde estava localizado o resort, pois ficava muito longe do centro, fazendo com que eu tivesse que utilizar dois ônibus e um trem. Além disso, o ônibus que nos tirava dessa zona sempre se atrasava, resultando em uma espera de 30min.

O que surpreendeu? O valor de dividir e compartilhar com o próximo, vindo dos italianos. Pude vivenciá-lo em jantar com o staff, éramos em 20 pessoas, onde a dona do restaurante ofereceu a cada um de nós um shot de licor digestivo feito pela casa.

O que decepcionou? As condições combinadas com do meu trabalho não foram respeitadas, levando-nos a trabalhar também nos finais de semana, o que não estava previsto.

Lugares que um turista tem que visitar? O Centro de Nápoles, caracterizado por suas ruas estreitas; Nápoles subterrânea; o Castel Nuovo; praças de Nápoles; a cidade de Pompeia; e alguma pizzaria para degustar a autêntica pizza “Margherita”.

Quanto gastou? Estimo em torno de 9 mil reais.

Voltaria? Com muita certeza.

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  27/11
 

Foi por acreditar que histórias inspiradoras precisam ser compartilhadas que foi criada a parte de voluntariado do Next Stop. E a entrevista de hoje é exatamente isso: uma história muito bacana de alguém que foi parar numa cidadezinha do litoral da África do Sul. Adriana Gaspary foi voluntária com crianças numa escola no meio de uma reserva ambiental. Confira!

Chintsa

País e cidade que morou: Chintsa, África do Sul.

Qual foi a documentação exigida? Passaporte e carteira de vacinação internacional (é obrigatória a vacina da febre amarela). Não é preciso visto para brasileiros.

Quanto tempo ficou? Cerca de 15 dias.

Que idade tinha? 18 anos.

Qual época do ano foi? De 22 de fevereiro à 09 de março de 2015.

Viajou sozinha? Sim, mas no grupo de voluntárias tínhamos duas inglesas e três alemãs, além de uma inglesa e uma americana em outro projeto da organização.

Como organizou a viagem? Fiz contato com a organização através da CI (Central de Intercâmbio), que fez o intermédio com a VA32. Tive que fazer uma prova de inglês escrita e oral para comprovar domínio da língua e foi feita a requisição para a organização. Em alguns dias recebi a resposta e precisei providenciar as vacinas, o seguro de saúde, passagens e rands (moeda do país), que é mais difícil de encontrar em câmbios.

Que tipo de hospedagem utilizou? Fiquei em uma casa era dividida entre os voluntários, com quartos de 2 ou 3 pessoas.

Como era a alimentação? O café da manhã e o almoço eram por nossa conta, mas tínhamos uma moça que cuidava da casa e deixava janta pronta, geralmente algo típico e caseiro. Havia apenas um mercadinho bem pequeno, o mercado maior ficava em uma cidade vizinha na qual íamos uma vez por semana. No mais, a cidade possuía apenas um restaurante, que servia pizzas e petiscos.

Por que escolheu esse destino? A África sempre foi um sonho, então minha única certeza era que eu precisava ir para um país africano. A África do Sul foi a escolha mais prática, e Chintsa foi escolhida por ser uma cidade bem pequena e desconhecida, que me chamou muito a atenção na hora que pesquisei.

Qual o objetivo da viagem? Trabalhar com crianças, conhecer pessoas novas e me conhecer melhor como pessoa.

Onde trabalhou? Em uma pré-escola rural chamada Bulugha Farm School, localizada no meio de uma reserva ambiental, com ocasionais visitas de girafas junto da grade.

Como foi o trabalho voluntário? Eu chegava na escola por volta das 8h30 e ajudava a preparar e servir o café da manhã para as crianças; depois ia com elas para a sala de aula e passava a manhã auxiliando a professora a preparar atividades e brincadeiras com os alunos. Em alguns dias levava elas para dançar no pátio. Depois da aula eu tinha cerca de 1h livre com elas e ficávamos correndo pela escola. Às tardes são realizadas atividades variadas, como esporte, clube de teatro e visitas ao abrigo local, Greensleaves, onde fazíamos atividades e brincadeiras com as crianças.

CHINTSA 3 - VLIFESTYLE - NEXT STOP

O que mais marcou durante esse trabalho? Além das crianças, as pessoas incríveis que eu pude conhecer, tanto do meu projeto quanto de outros que ficavam em casas próximas, os mochileiros e cidadãos locais.

E como foi o relacionamento com as pessoas locais? Os sul-africanos são incrivelmente simpáticos e receptivos, então fui muito bem recebida. Como a maioria fala inglês, não tive tantos problemas com o idioma local, mas fiz questão de aprender um basicão de Xhosa para poder me comunicar melhor.

O que mais gostou durante a viagem? Com certeza o trabalho com as crianças, tanto as da escola quanto as do abrigo, que são muito carinhosas e receptivas. Me apaixonei pela comida e pela praia também, mas nada se compara à relação com as crianças.

chintsa - vlifestyle

O que menos gostou? Ter que voltar para o Brasil!

O que surpreendeu? Os macacos que invadiram a casa quando esqueci a janela aberta e roubaram comida!

O que decepcionou? Não ter tido a possibilidade de passar mais tempo no projeto.

Lugares um turista tem que visitar? A cidade é muito pequena e eu acabei não conseguindo fazer muitos programas turísticos devido ao tempo, então minhas sugestões são bem locais.

– A praia de Chintsa East, que é lindíssima.

– Buccaneers’ Backpackers – Local de hospedagem para turistas e mochileiros com uma vista incrível para a praia, onde passamos os finais de semana. É o melhor lugar para conhecer pessoas sensacionais de várias partes do mundo, com um bar que funciona (e lota) todos os dias da semana.

-The Barefoot Cafe – Praticamente o único restaurante da cidade, foi lá que comi a melhor pizza da minha vida, chamada The Nigel.

Quanto gastou? Entre 7 e 8 mil, incluindo os gastos de lá

Voltaria? Com toda a certeza do mundo, sim!







  22/09
 

A estudante de Psicologia Janaína Steiger não fez apenas um intercâmbio cultural. A jovem de 19 anos foi voluntária no Chile, onde trabalhou com crianças carentes. Além de praticar o bem de coração aberto, ela conheceu inúmeros lugares incríveis que somente esse país latino poderia oferecer. Também ficou curiosa com essa história linda de viver? Dá uma lida na entrevista logo abaixo. E não deixe de babar com as belíssimas imagens na galeria.

Next Stop Chile - VLIFESTYLE

País e cidade que morou: Concepción, Chile

Qual foi a documentação exigida? Para entrar no Chile não é necessário passaporte nem visto, só a identidade.

Quanto tempo ficou? 50 dias, 45 deles trabalhando.

Que idade tinha? 18 anos.

Qual época do ano foi? Verão, de 8 de Janeiro a 23 de fevereiro.

Viajou em grupo ou sozinha? Viajei sozinha, mas trabalhei num grupo composto de 11 brasileiros e 1 argentina.

Grupo na Playa Bella Vista - Chile - VLIFESTYLE

Como organizou a viagem? Viajei por uma ONG que realiza intercâmbios profissionais e sociais, chamada AIESEC. Eles organizam algumas palestras para divulgar, onde ex-intercambistas contam um pouco de suas experiências. Eu já conhecia e tinha vontade de participar, mas foi durante um desses eventos, em abril de 2014, que tive certeza que eu precisava vivenciar aquilo também. Assim, em maio paguei a taxa de inscrição, que me dava acesso ao sistema de projetos disponíveis. Como minha idéia era viajar nas férias de verão, não me preocupei muito com isso, às vezes dava uma olhada nas vagas que abriam, mas nada muito concreto. Fui adiando, adiando e quase desisti, até que novembro chegou e eu tive que tomar uma atitude, marquei uma entrevista por Skype com a AIESEC do Chile e no mesmo dia fui aceita e comuniquei aos meus pais: “Vou pro Chile em janeiro”. A partir de então (final de Novembro), comecei a providenciar passagens, seguro-saúde e cartão internacional. Foi tudo muito no impulso, uma viagem nada convencional, a mais longa que já fiz e primeira completamente sozinha. Hoje sei que, se tivesse pensado muito, não teria ido. Não pensei, só fui. Ainda bem!

Que tipo de hospedagem utilizou? Casa de família. Morei em duas casas diferentes, 3 semanas em cada, experiências bem diferentes e incríveis. Ambas as famílias eram voluntárias.

Como era a alimentação? Muito boa, as comidas não são muito diferentes daqui. O que estranhei mais foram os hábitos alimentares, por exemplo, comer pão em todas as refeições do dia (o Chile é um grande produtor de pão e possui uma variedade enorme deles! – até o almoço costuma ser acompanhado por um pedaço de pão), e “tomar once”, ou seja, substituir o jantar por chá e pão. Além disso, as comidas e bebidas típicas são diferentes e muito boas, a maioria leva milho, que é outra coisa que os chilenos gostam muito, e eu, por sorte, também.

Por que escolheu esse destino? A minha idéia inicial era ir pro Leste Europeu, mas por motivos de distância, preço das passagens e tempo de planejamento, comecei a pensar em algum país mais perto, na América do Sul. Confesso que nunca tive interesse especial em ir pro Chile, então costumo dizer que não fui eu quem escolhi o Chile, mas o Chile que me escolheu, porque foi um pouco na sorte e impulso, como comentei antes. Fui descobrindo aos poucos quão incrível é esse país, um pouco nas pesquisas que fiz antes de ir, mas principalmente quando já tava lá.

Qual o objetivo da viagem? Fazer alguma coisa além do turismo, em que eu pudesse, também, ajudar outras pessoas e ganhar experiência. Digamos que “unir o útil ao agradável”.

Onde trabalhou? Trabalhei em dois lugares diferentes. Numa ONG chamada TECHO, que existe em vários países, inclusive aqui no Brasil, promovendo ações sociais nas áreas de educação, trabalho, construção de moradias, entre outros. Nas últimas duas semanas trabalhei, também, noutra ONG, chamada La Protectora, uma espécie de abrigo para crianças afastadas dos pais.

CHILE - VLIFESTYLE

Como foi o trabalho voluntário? O trabalho no TECHO era feito em comunidades periféricas e em situação de pobreza, chamadas pelos chilenos de “campamentos”, o que no Brasil seriam as favelas. Envolvia duas atividades, uma delas consistia em entrevistar moradores desses locais, aplicando um questionário sobre a situação de trabalho deles, a maioria desempregado, a fim de identificar suas necessidades e promover cursos de capacitação de acordo com elas. A outra tarefa era voltada pras crianças dessas comunidades, com quem desenvolvíamos brincadeiras, atividades recreativas e culturais, mostrando um pouco do Brasil.

Na ONG La Protectora, o trabalho foi mais intenso e desafiador, as crianças criavam um vínculo muito forte, porque tinham uma carência muito grande de carinho e atenção. Foi lindo, apesar de bem difícil. Com eles desenvolvemos atividades mais lúdicas, como dança, desenho, colagem e pintura de rosto.

Chile - VLIFESTYLE - VOLUNTARIADO

O que mais marcou durante esse trabalho? Tanta coisa.. Acho que foi a experiência em si, o desafio, a novidade, aprender a ficar sozinha e com isso, conhecer mais sobre mim mesma.

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Muito tranquilo. Os chilenos são super receptivos, dispostos a ajudar e interessados sobre o Brasil. As famílias com quem vivi foram maravilhosas e criei uma amizade muito especial com a minha segunda “hermana”, com quem mantenho contato direto até hoje.

O que mais gostou? Gostei de trabalhar no grupo. Éramos 12, uma argentina e 11 brasileiros, de vários cantos do Brasil, uma diversidade linda em todos os sentidos. Cada pessoa com um sotaque, cultura, mania, jeitinho, mas compartilhando daquela mesma vivência e passando pelos mesmos perrengues.

O que menos gostou? De ter que ir embora! Heheh

O que surpreendeu? As belezas do Chile, pra todos os gostos, estações e possibilidades financeiras.. Seja perto ou longe, calor ou frio, praia ou neve, montanha, lago, vulcão…

O que decepcionou? O clima heheh sou muito friorenta e o tempo lá é bem instável, tarde quente e manhã e noite frias.

Lugares que um turista tem que visitar? Em Concepción (cidade universitária que não costuma estar nos roteiros turísticos) – Laguna de San Pedro, Cerro Caracol, parque Ecuador.

Pucón (cidade muito turísticas mais ao sul, região dos lagos) – vulcão Villarica, ojos de Caburga, termas

Chillán (não tão turística, mais perto de Concepción) – Laguna Del Huemul (!!)

Clássico trio turístico: Santiago (capital, mais histórico), Vinã del Mar (cidade toda florida e com praia) e Valparaíso (cidade cheia de morros cobertos por casinhas antigas, coloridas e adoráveis, com verdadeiras obras de arte urbanas nas paredes, apesar de pecar em conservação).

Quanto gastou? Em média 5 mil reais.

Voltaria? Sim, sim, sim!!

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  09/06
 

Viajar é uma das coisas mais deliciosas do mundo. A prova de que todos gostam de desbravar o mundo é que, quando perguntamos para alguém “o que você faria se fosse milionário?”, geralmente ouvimos “viajaria pelo mundo”. Porém, não precisamos abandonar tudo e vender a casa para fazer isso. De pouquinho em pouquinho, podemos ir viajando e conhecendo cenários maravilhosos. E já que é por etapas, aqui vai uma lista de dez lugares para conhecer antes dos 30 anos.

Não, calma. Ninguém aqui está dizendo que não podemos viajar depois dos 30. A questão é que a idade marca uma passagem importante para muitas pessoas, e nada melhor do que essas listinhas para impor algumas metas motivantes.

VLIFESTYLE - 10 LUGARES PARA CONHECER ANTES DOS 30

01. Barcelona – Espanha

Barcelona

02. Rio de Janeiro – Brasil

Rio de Janeiro - cidades brasileiras mais visitadas

03. Machu Picchu – Peru

Machu Picchu

04. Las Vegas – Estados Unidos

Las Vegas

05. Cancún – México

Cancun

06. Gold Coast – Austrália

Gold Coast

07. Amsterdã – Holanda

Amsterdan

08. Londres – Reino Unido

Londres VLIFESTYLE

09. Dublin – Irlanda

Dublin

10. Phi Phi Island – Tailândia

Phi Phi Island - Thailand