Viagem

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Fazer sarm intercâmbio cultural pode mudar sua vida. Além de aperfeiçoar um idioma diferente – caso seja esse o objetivo da viagem -, conhecer o cotidiano de outra cultura enriquece muito seu discernimento sobre várias coisas. Você aprende a se virar sozinho, respeitar novos costumes, ter novos horários para suas tarefas, etc. Mas a escolha do destino nem sempre é fácil e não pensar nos detalhes pode comprometer essa experiência que deveria ser super especial. Veja alguns itens que você deve considerar na hora de escolher o destino do intercâmbio.

DICAS PARA ESCOLHER O DESTINO DO INTERCÂMBIO - VLIFESTYLE
01. OBJETIVO DA VIAGEM: A primeira coisa que você deve ter bem definida é o motivo da viagem. É para aperfeiçoar um idioma? Quer aprender sobre alguma área específica? Pretende fazer uma pós-graduação? A razão da viagem também interfere no tempo que você precisa para se preparar, tanto com gastos como com documentação.

02. O CURSO: Com objetivo da viagem bem definido, é hora de procurar o melhor curso dentro das suas exigências. A primeira coisa a considerar é o tempo que você pretende ficar viajando. Não adianta se matricular num curso de 8 meses se você só pode ficar 6. Outro detalhe é que alguns cursos são o dia inteiro. Se você pretende usar parte do dia para conhecer melhor a nova cidade, deve ficar atento a isso. Também pesquise preços e converse com pessoas que já estudaram na escola que você está considerando.

03. SEU ESTILO DE VIDA: Por fim, mas extremamente importante, considere seus gostos pessoais e estilo de vida. Um fato determinante é o clima. Se você não convive bem com temperaturas baixas, não faz sentido ir para Boston entre dezembro e abril, por exemplo. Caso você seja uma pessoa tranquila, que não goste de agito, Nova York também não é uma boa opção de destino.

DICAS PARA ESCOLHER O DESTINO DO INTERCÂMBIO 2 - VLIFESTYLE







  22/04
 

Viajar é algo indescritível, independente do tipo de viagem que você goste de fazer. Em família, amigos ou sozinho, explorar novos lugares traz um novo sentido para o dia a dia e mostra o quanto somos pequenos diante da imensidão da Terra. O problema são os custos. Além das passagens e alimentação, a estadia geralmente pesa no bolso. Para que isso não impeça você de desbravar o mundo, aqui vão três opções de hospedagem mais baratas que hotel. Tem para todos os gostos!

OPÇÕES DE HOSPEDAGEM MAIS BARATAS - VLIFESTYLE

01. HOSTEL: Nada mais é do que um albergue com nome gringo. Nos últimos anos se popularizam e a galera perdeu totalmente o preconceito. Você aluga uma cama num quarto compartilhado e também divide banheiro, às vezes cozinha também. O bacana nessa opção é que, além dos preços super acessíveis, você pode fazer novas amizades do mundo todo.

02. COUCHSURFING: Que tal um estranho dormindo no seu sofá ou você acordando no sofá de uma família que nunca tinha visto na vida? Calma, não é tão assustador assim. O Couchsurfing é uma plataforma onde as pessoas oferecem hospedagem para viajantes – não necessariamente sofás, como sugere o nome. É ideal para mochileiros e pessoas desprendidas. Atualmente têm casas de mais de 240 países cadastradas! A ideia resgate o espírito de solidariedade das pessoas, pois é grátis. Porém, vale lembrar que você deve estar atento ao dia a dia dos moradores, seguindo suas regras e tudo mais. Outro ponto negativo pode ser a falta de privacidade.

03. AIRBNB: A melhor opção para quem achou as outras duas muito alternativas. Funciona assim: você faz um cadastro no site (também tem aplicativo) e busca por imóveis no lugar que você está indo, filtrando pela data, número de pessoas e algumas exigências que você possa querer no ambiente. São pessoas do mundo todo que anunciam suas casas ou apartamentos, seja um parte deles ou todo o local. O preço vale muito a pena e minha experiência com Airbnb foi ótima! O apartamento era exatamente como nas fotos e o proprietário foi super atencioso. E o preço para duas pessoas foi menos do que só uma gastaria num hotel.







  31/03
 

Conhecer uma cultura cuja história é riquíssima, fazer novas amizades e ainda por cima receber todo carinho e gratidão de crianças cheias de amor para dar. Foi o que fez a gaúcha Laura Franzoi, que escolheu a Cidade do México para fazer intercâmbio voluntário. Já aviso que a entrevista está linda, não perde!

CIDADE DO MÉXICO - VLIFESTYLE - 3 - Teotihuacan

País e cidade que morou: Cidade do México – México

Qual foi a documentação exigida? Passaporte e Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia.

Quanto tempo ficou? 1 mês e 15 dias.

Que idade tinha? 21 anos.

Qual época do ano foi? Verão, de junho a agosto.

Viajou em grupo ou sozinha? Sozinha, porém vivi e trabalhei com outras 6 meninas (outra brasileira, uma peruana, uma colombiana, uma turca, uma chinesa e uma taiwanesa.

Como organizou a viagem? Planejava um intercâmbio nas férias de julho, para não interromper as aulas da faculdade. Uma amiga que trabalhava na AIESEC me apresentou a ONG e eu resolvi que queria fazer meu intercâmbio com eles. Como eu já tinha escolhido o país, faltava apenas escolher o projeto. Fui entrevistada pelo manager do projeto que escolhi e, a partir daí comecei a pesquisar sobre custo de vida lá, a procurar passagem de avião, fiz uma lista sobre o que deveria levar e outra lista sobre comida brasileira que eu queria levar para que experimentassem.

Que tipo de hospedagem utilizou? Vivi no orfanato onde trabalhei. A diretora do orfanato nos disponibilizou um pequeno chalé do próprio orfanato. Dividíamos dois quartos e um banheiro entre 7 voluntárias, e a limpeza era por nossa conta.

Como era a alimentação? Nos dias de semana as refeições eram feitas no orfanato com as meninas, as cozinheiras faziam a comida e era sempre bem picante e reforçada. Já nos finais de semana livres fazíamos as refeições na rua, o que nos possibilitava comer as mais variadas coisas, desde Mc Donald’s a tacos de vendedor ambulante. A comida no país é salgada e muito bem apimentada, eles têm vários tipos de chiles, e cada um tem o seu grau de “picância”. O mexicano gosta também de por limão na comida. Eles têm diversos tipos de bebidas, por exemplo, água de sabor (é a polpa da fruta, porém se adiciona água e açúcar), suco (polpa da fruta), limonada e laranjada (podem ser com água natural ou mineral, espremendo a fruta e adicionando açúcar), licuado (é a nossa batida).

CIDADE DO MÉXICO - VLIFESTYLE - 10 - Sopes

Por que escolheu esse destino? Desde pequena sonhava em conhecer o México.

Onde trabalhou? Em uma das casas do orfanato Ministerios de Amor, a casa de meninas de 8 a 16 anos, filhas de pais usuários de drogas, presidiários ou moradores de rua. Ministerios de Amor é uma associação altruísta que tem casas espalhadas pelo México (Monterrey, Guadalajara, Cuernavaca e Cidade do México).

Como foi o trabalho voluntário? A nossa função era realizar atividades recreativas, didáticas, culturais e dinâmicas com as meninas, já que estavam entrando em férias escolares. Atividades como esportes, jogos, danças, inglês, aprender sobre as bandeiras dos países de cada voluntária e aprender a localização desses países no Mapa Mundi, dias temáticos sobre o país de cada voluntária, entre outras.

Quando todas as crianças e adolescentes de todas as casas de Ministerios de Amor já estavam de férias, foi realizado um acampamento de verão em Cuernavaca. Nós, voluntários e voluntárias, fomos reunidos para organizar as atividades a serem realizadas e separar as crianças e adolescentes em grupos com cada voluntário (a) sendo seu líder.

O que mais marcou durante esse trabalho? As crianças eram muito receptivas e carinhosas, queriam estar perto da gente sempre, fazendo o que estivéssemos fazendo ou conversar e mostrar suas coisas e seus conhecimentos.

CIDADE DO MÉXICO - VLIFESTYLE - 10 - Orfanato 2

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Maravilhoso. O mexicano, assim como o brasileiro, é muito receptivo, educado e caloroso. Abraça, beija, conversa, sorri, sempre pede licença, agradece, diz “por favor”, diz “saúde” quando alguém espirra mesmo que não seja conhecido. É um povo muito simpático e pronto para ajudar no que for preciso.

O que mais gostou? Gostei muito de trabalhar num ambiente de carência, pobreza e inocência, uma realidade bem diferente da que vivo, penso que todas voltamos para casa um pouco mais humildes e sensibilizadas. Foi maravilhoso também trabalhar com as outras intercambistas, cada uma de uma nacionalidade, nos tornamos grandes amigas. O transporte público é bem acessível e diversificado (táxi, Uber, lotação, ônibus, metrobus, metro), além de ser muito barato. Sobre a culinária, os meus favoritos são os “sopes”.

O que menos gostou? A cidade é muito grande, uma das maiores do mundo, isso dificulta a locomoção, por mais que haja diversas possibilidades de transporte público, além disso o trânsito é um caos, normalmente é sempre engarrafado.

CIDADE DO MÉXICO - VLIFESTYLE - 36 - La Ciudadela

O que surpreendeu? O México tem muitos monumentos históricos, muitos museus, e todos os cidadãos são orgulhosos de cada um desses monumentos e museus. O que surpreende é que eles sabem explicar o que significa cada monumento, cada momento histórico, cada símbolo. É maravilhoso sair pelas ruas com um mexicano, pois qualquer um deles pode ser o teu guia turístico. Em qualquer restaurante, valet parking, estacionamento que se vá, ao ir embora, deixa-se uma propina para o garçom ou para quem lhe atendeu, é como os 10% que nos são cobrados no Brasil, mas diferentemente disso, cada um deixa o valor que julgar correto. Algo muito particular que me surpreendeu, foi eu ter voltado para o Brasil comprometida com um mexicano.

O que decepcionou? O que me decepcionou foi a “quebra” de combinações no trabalho, pois não tínhamos todos os finais de semana nem as tardes livres, como foi combinado. Não tivemos nenhum tipo de instrução da parte da diretora e das tias do orfanato sobre animais perigosos e venenosos que pudessem existir na zona. A janela dos fundos do nosso chalé dava para um terreno baldio com mato alto, como o nosso chalé era muito empoeirado e não podíamos deixar aberto para arejar por conta das meninas do orfanato, deixamos a tal janela aberta e, de madrugada, acordamos com um escorpião caminhando em uma de nós.

Lugares que um turista tem que visitar? Como disse anteriormente, o México é repleto de monumentos, parques, museus, pueblos mágicos, etc. quem viaje ao México não pode perder nenhum deles.

Na Cidade do México: Trajineras em Xochimilco, monumento a La Revolución, bosque de Chapultepec, castillo de Chapultepec, Museo de Antropología, Zócalo da Cidade do México, Museo del Tequila y el Mezcal, monumento Ángel de La Independencia, Palacio de Bellas Artes, Ciudad Universitaria, Museo Frida Kahlo, Museo Tlatelolco, Memorial 68, Plaza de las Tres Culturas, Cineteca, Mercado de Artesanías La Ciudadela, Mercado de Artesanías de Coyoacán.

Nevado de Toluca, Pueblo mágico Tepoztlán, pueblo mágico Taxco, zona arqueológica de Teotihuacán.

Quanto gastou? Ao todo, suponho que 5 mil reais.

Voltaria? Já voltei e voltarei sempre.

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  14/03
 

Next Stop sobre voluntariado é especial, não há o que dizer. Unir todo aprendizado que qualquer viagem traz, com doar um pouco de si, é lindo. E o entrevistado de hoje é o mexicano Luis Alpízar, de 25 anos, que viajou até Nápoles, na Itália, para conhecer outra cultura e deixar sua marca em outro continente. Confira a entrevista e as imagens desse lugar tão lindo!

Nápoles - Voluntários + staff - VLIFESTYLE

País e cidade que morou: Nápoles – Itália

Qual foi a documentação exigida? Passaporte.

Quanto tempo ficou? Entre 40 e 45 dias.

Que idade tinha? 22 anos.

Qual época do ano foi? Verão, de junho a agosto.

Viajou em grupo ou sozinho? Sozinho, mas éramos 10 voluntários no total, um mexicano (eu), um canadense, um indiano, duas turcas, três húngaras, uma francesa e uma chinesa.

Como organizou a viagem? Fiz minha prática social pela AIESEC, uma ONG de jovens estudantes que realiza intercâmbios sociais e profissionais. Uma vez que decidido o destino, comprei a passagem de avião a Roma e investiguei como ir a Nápoles. Juntei informações suficientes sobre o país como: frases de sobrevivência, sistema de transporte, clima, preços, etc. Depois, fiz um roteiro para ir a outras cidades nos dias livres e, finalmente, comecei a preparar uma lista do que iria levar.

Que tipo de hospedagem utilizou? Vivíamos em um “bungalow”, fornecido pelo resort onde aconteceu nossa prática social.

Como era a alimentação? Nos davam café da manhã, almoço com as crianças e jantar com o staff.

Por que escolheu esse destino? Eu buscava um lugar pouco comum e que representasse um salto grande, uma viagem a um lugar mais longe. Quando navegava pelo sistema de projetos da AIESEC, encontrei as práticas a Nápoles, gostei do lugar, da prática e escolhi o projeto.

Nápoles - VLIFESTYLE

Qual o objetivo da viagem? Meu objetivo era viajar sozinho, viver uma experiência internacional, com a oportunidade de deixar a minha marca em uma cultura diferente da minha.

Onde trabalhou? Em um resort que tem uma colônia de férias no verão.

Como foi o trabalho voluntário? Tínhamos que planejar atividades de recreação e entretenimento para as crianças (futebol, vôlei, basquete, caiaque, atividades na piscina, entre outras).

O que mais marcou durante esse trabalho? Penso que foi a participação de crianças que não me conheciam e que, como eram em maioria italianos, tentavam se comunicar conosco para participar das atividades. Cada dia finalizava com um novo pequeno amigo.

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Com os diretores do summer camp o relacionamento foi um pouco difícil, pois não falavam inglês e só nos davam ordens. Porém, com o staff que trabalhava conosco o relacionamento foi muito bom, pois eram jovens e falavam inglês, e, graças a eles, conheci o verdadeiro sentimento napolitano.

O que mais gostou? O que mais gostei foi o lugar onde trabalhei, por ser muito bonito e entre a natureza, a comida fantástica, provei muitos tipos de massa, cada dia um tipo diferente, e a experiência de viajar em trem, visto que a Itália tem um sistema de trens muito completo.

O que menos gostou? O bairro onde estava localizado o resort, pois ficava muito longe do centro, fazendo com que eu tivesse que utilizar dois ônibus e um trem. Além disso, o ônibus que nos tirava dessa zona sempre se atrasava, resultando em uma espera de 30min.

O que surpreendeu? O valor de dividir e compartilhar com o próximo, vindo dos italianos. Pude vivenciá-lo em jantar com o staff, éramos em 20 pessoas, onde a dona do restaurante ofereceu a cada um de nós um shot de licor digestivo feito pela casa.

O que decepcionou? As condições combinadas com do meu trabalho não foram respeitadas, levando-nos a trabalhar também nos finais de semana, o que não estava previsto.

Lugares que um turista tem que visitar? O Centro de Nápoles, caracterizado por suas ruas estreitas; Nápoles subterrânea; o Castel Nuovo; praças de Nápoles; a cidade de Pompeia; e alguma pizzaria para degustar a autêntica pizza “Margherita”.

Quanto gastou? Estimo em torno de 9 mil reais.

Voltaria? Com muita certeza.

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  23/02
 

O Next Stop trouxe mais um intercâmbio cultural! A jovem Bruna Ribeiro viajou para o Reino Unido, mais precisamente para a cidade de Newcastle upon Tyne para estudar inglês. Ela ainda aproveitou e curtiu alguns dias na França. Confira a entrevista!

Newcastle upon Tyne - VLIFESTYLE

País: Inglaterra

Cidade que morou: Newcastle upon Tyne

Documentação exigida: Passaporte, comprovante de hospedagem, comprovante de curso e passagem de volta.

Quanto tempo ficou? Três semanas

Qual idade tinha? 14 anos

Qual objetivo da viagem? Aprofundar inglês e turismo.

Como foi o curso? Duas semanas na Internatinal House Newcastle, passávamos a manhã em sala de aula e a tarde conhecendo a cidade e cidades próximas.

Por que escolheu esse destino? Reino Unido sempre me chamou a atenção, desde pequena.

Qual época do ano foi? Inverno lá e verão aqui. Em Porto Alegre fazia 40°C e lá era 2°C.

Cidades que visitou: Newcastle, York, Manchester, Edimburgo, Londres, Durham e Paris, na França.

Viajou em grupo? Sim, 16 menores e 2 guias.

Que tipo de hospedagem utilizou? Casa de família.

Como organizou a viagem? Com a agência CI.

Como era a alimentação? A alimentação era muito cara, então comíamos mais fastfood.

Como foi o relacionamento com as pessoas locais? Meio difícil, não dominava o idioma.

O que mais gostou? A cultura.

O que menos gostou? Amei tudo! kkkkk

O que decepcionou? Ficar em casa de família é meio difícil, pois eles não tentam se aproximar e nós, brasileiros, gostamos de conversar e estar perto. Eles são bem mais fechados.

O que surpreendeu? A educação do povo.

Qual lugar um turista TEM que visitar? Edimburgo, na Escócia, é uma cidade de filme.

Quanto gastou em média? Gastei pagando a viagem com tudo, 13 mil reais. Para gastar lá com alimentação e souvenir, 7 mil reais. Quando viajei a libra e o euro estavam entre R$ 3,50 e R$ 3,80.

Voltaria? Com toda a certeza, já estou planejando voltar, para ficar!

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